Amares

70 entidades de Amares avançam com projeto pioneiro na área dos bioresíduos

O Município de Amares apresentou hoje, um projeto na área ambiental que irá envolver 70 instituições do concelho, desde restaurantes passando por IPSS e terminando nas escolas, com vista à reciclagem de bioresíduos. Segundo o vereador do Ambiente da câmara de Amares, Vitor Patrício, “atacando os grandes produtores estamos convencidos que vamos reduzir em grande escala a deposição deste tipo de resíduos em contentores normais”.

Para isso, as 70 entidades vão receber um contentor de 800 quilos e sacos de cor verde de forma gratuita. Os sacos de 20 litros poderão ser depositados nesses contentores que depois serão recolhidos pela Braval e transformados em biodiesel e a produção de um fertilizante”. Uma equipa vai passar por todos os restaurantes, IPSS e escolas para sensibilizar e esclarecer sobre o projeto, deixando ficar os contentores e os sacos. Um processo que se irá estender até final de junho.

Os bioresíduos são resíduos alimentares resultado da preparação das refeições assim como os restos de comida fora de prazo, bem como legumes, frutas, guardanapos de papel, sacos de chá, borras de café, tudo o que seja possível ser transformado.

“As vantagens passam pela redução da deposição de resíduos em aterro, a produção de um fertilizante 100% natural e a terceira vantagem é a produção energética a partir do biogás que resulta dessa decomposição e finalmente a potenciação da economia circular. Ora se houver menos deposição em aterro de resíduos, as pessoas também pagarão menos taxas”, alerta o Vereador, Vitor Patrício

O fertilizante irá ser produzido na Braval que fará o tratamento dos bioresíduos recolhidos pelo Município, que não pagarão a taxa correspondente, “estão isentos do seu pagamento”. O fertilizante natural será usado pelos aderentes e pelo próprio Município seja para jardins ou produção agrícola.

Este projeto resulta de uma candidatura ao Fundo Ambiental, e num futuro breve será extensível aos particulares. “Iremos criar uma ilha de compostagem comunitária e as pessoas serão sensibilizadas porta-a-porta. Os 70 produtores estão inseridos no raio entre Lago e Figueiredo.

Os sacos têm uma cor verde própria, serão fornecidos pelo Município, ou seja, as pessoas põem no mesmo contentor onde põem o resto do lixo que não é passível de ser reciclado, e depois a Braval, através de um sistema ótico, faz a separação.

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