Amares

Vereadores do PS revoltados com processo de requalificação da Secundária de Amares

O facto da Escola Secundária de Amares ter ficado de fora da primeira leva de escolas que vão ser requalificadas, revoltou os vereadores do Partido Socialista no executivo, sobretudo, a vereadora Valéria Silva. “Sempre tentei ser proativa nesta questão no sentido de ajudar a resolver o problema da Escola Secundária”, mas “todo este processo correu muito mal, mesmo tendo, agora, a garantia do senhor presidente que vai ser intervencionada”.

Socorrendo-se da cronologia, a vereadora diz que “poderíamos ter sido uma das primeiras 22 escolas a serem intervencionadas. O projeto não estava terminado e todos sabíamos disso chegando inclusive a alertar para isso”. Apontou responsabilidades para a Vereadora da Educação, Cidália Abreu, sobretudo “quanto disse que estava tudo concluído mas não estava”.

Arrumando a questão politica para o lado porque “sempre colocamos os interesses dos amarenses em primeiro lugar até porque o que mais queria é que fosse o senhor presidente a lançar a requalificação da escola”, a indignação de Valéria Silva subiu de tom ao dar o exemplo do projeto de vulnerabilidade sísmica, cujo concurso foi lançada apenas há três semanas.

E foi mais longe: “houve falha, houve desleixo para tratar de todos os documentos e não culpo o técnico. Não podia colocar os documentos na plataforma quando não tinha as coisas, nem o projeto pronto. Cabia-lhe a si que a requalificação fosse agora e não daqui a 2 anos”, concluindo: “acho lamentável não ter sido feito um comunicado a explicar a situação”.

Pedro Costa disse que “andamos dois anos a dizer para preparar tudo para sermos dos primeiros a submeter e, neste caso, gostava de não ter tido razão. Somos os primeiros dos últimos quando deveríamos ter sido os primeiros dos primeiros”.

Manuel Moreira
O presidente da câmara reconheceu que “o processo poderia ter sido mais célere”, mas lembrou que “não tínhamos o projeto em condições para ser submetido ao contrário do que pensávamos”. Projeto esse elaborado por um elemento externo à autarquia, mas ligado ao processo da requalificação.

O autarca leu uma mensagem trocada com o presidente da CCDRN, António Cunha, confirmando que as primeiras 22 escolas foram escolhidas por ordem de entrada na plataforma e dando garantias que todas as outras escolas serão financiadas a 100% através de uma linha de crédito do Banco Europeu de Investimento que o estado português está a finalizar nesta altura. “Julgo que em meados de julho, vamos assinar o contrato programa e a requalificação da escola ainda vai a concurso público este ano”.

Para Manuel Moreira, “não é um mês que vai impedir a requalificação da escola. Estou empenhado e determinado a por a escola a andar e quero levar a bom porto a requalificação. Já não estarei aqui quando for inaugurada, mas pelo mesmo o início da requalificação estará a andar”.

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