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PCP questiona Governo sobre despedimentos e lay-off na Coindu em Famalicão

A Coindu, Componentes Para A Indústria Automóvel S.A, fundada em 1988, dedica-se à produção de capas para assentos de automóveis. Emprega mais de 6000 trabalhadores distribuídos pelas unidades industriais de Joane, sede da empresa (2100), Roménia (1558), México (999) e na Alemanha.

Segundo o Portal Mais Transparência e apenas âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, a Coindu beneficiou do financiamento de um projeto financiado pelo Banco Nacional de Fomento relativo à fabricação de outros componentes e acessórios para veículos a motor, no valor total de 3 910 000,00 de euros com data prevista de conclusão a 31.12.2025.

Ao Grupo Parlamentar do PCP chegaram informações de que a Coindu está a avançar com um processo de despedimento coletivo, desta vez na unidade de Joane, em Vila Nova de Famalicão. Há trabalhadores a ser notificados de que integram a lista de pessoas a serem despedidas. Do que se sabe, são mais de 120 os trabalhadores que poderão ser despedidos. Ao mesmo tempo, consta também que cerca de 250 trabalhadores serão colocados em regime de lay-off.

Importa recordar que a empresa já teve uma unidade de produção em Arcos de Valdevez, que encerrou no final de 2023, tendo despedido cerca de 350 trabalhadores.

Perante estes elementos, o Grupo Parlamentar do PCP dirigiu ao Governo, através de vários ministérios, as seguintes questões:

1. Tem o Governo conhecimento do processo de despedimento em curso na unidade de Joane da Coindu?
2. Conhece o Governo a intenção da empresa de aplicar, novamente, em grande escala o regime de lay-off?
3. Qual a posição do Governo relativamente ao facto da empresa continuar a receber dinheiros públicos, por exemplo no âmbito do PRR, e ao mesmo tempo avançar com processos de despedimentos e lay-off?
4. Existem condições no contrato de financiamento no âmbito do PRR que condicione o financiamento à manutenção de um número mínimo de postos de trabalho?
5. Que vai o Governo fazer no sentido de defender os postos de trabalho afetados e dos direitos dos trabalhadores?

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