A Fixando, plataforma líder na contratação de serviços online em Portugal, registou em fevereiro um aumento de 318% na procura por serviços para construção e reparação de telhados e coberturas, face a janeiro, revelando uma forte aceleração na necessidade de intervenções nesta área em Portugal.
O crescimento repentino da procura, provocado pelas tempestades que assolaram o nosso país recentemente, está já a provocar um desfasamento significativo entre oferta e procura, com 44% dos pedidos submetidos este mês a ficarem sem qualquer resposta por parte de profissionais.
«Estamos perante o maior crescimento de sempre, desde a criação da Fixando em 2017, quer em volume quer em duração. Esta aceleração está a exercer uma forte pressão sobre a oferta disponível», afirma Alice Nunes, Diretora de Novos Negócios da Fixando.
Reforçando que «o aumento de 318% é um sinal claro de que existe uma necessidade urgente destes serviços no mercado. No entanto, a atual capacidade de resposta não está a acompanhar este ritmo, sobretudo em distritos do interior, onde já existia menor densidade de profissionais. Este é um momento crítico para reforçar a presença de especialistas nestas regiões».
Leiria e Lisboa concentram 42% dos pedidos
Os distritos com maior volume de procura são:
Leiria – 21% dos pedidos
Lisboa – 21% dos pedidos
Setúbal – 12% dos pedidos
Santarém – 9% dos pedidos
Porto – 9% dos pedidos
Leiria e Lisboa lideram destacadamente, representando em conjunto 42% do total de pedidos registados na plataforma.
Interior do país com falhas graves de resposta
A falta de especialistas é particularmente evidente em vários distritos do interior, onde a taxa de pedidos sem resposta atinge níveis preocupantes:
Bragança – nenhum pedido com resposta
Guarda – 88% dos pedidos sem resposta
Beja – 84% dos pedidos sem resposta
Viseu – 71% dos pedidos sem resposta
Vila Real – 67% dos pedidos sem resposta
Os dados apontam para um desequilíbrio estrutural na cobertura territorial de profissionais, com maior pressão fora dos grandes centros urbanos.
Pressão na oferta faz subir preços 26%
O impacto da subida da procura reflete-se também no valor médio cobrado pelos serviços. Em fevereiro, o preço médio por serviço fixou-se nos 1.059€, face aos 840€ registados em janeiro, representando um aumento de 219€ (+26%) num único mês.
A tendência sugere que, caso a procura se mantenha elevada e a oferta não acompanhe o ritmo, os preços poderão continuar sob pressão nas próximas semanas.
