A Casa da Memória de Guimarães assinala o seu 10.º aniversário no próximo dia 25 de abril de 2026, com um programa alargado de atividades que decorrem entre as 10h00 e as 21h00, celebrando uma década dedicada à valorização das memórias, das comunidades e dos saberes de Guimarães, com momentos de partilha e descoberta num espaço onde todos somos bem-vindos, sempre acompanhados pela liberdade e pela arte.
Neste 10º aniversário, celebra-se quem por ela passou, num dia repleto de propostas artísticas diversificadas e dirigidas a todas as idades, com entrada gratuita e sujeitas à lotação dos espaços.
Dez anos é um marco que merece ser efusivamente celebrado; uma década de trabalho em volta das memórias, das comunidades e dos saberes de Guimarães. Dez anos contados com pessoas extraordinárias, mediadoras, curadoras, artesãs, chefs, músicas, bailarinas, actrizes, poetas, oleiras, bordadeiras, contadoras de histórias, marionetistas, professoras, formadoras, antropólogas, estudantes, assistentes sociais, encenadoras, e muitas mais que ajudaram a construir esta Casa que, além de um Museu, se quer, paulatinamente, constituir como a Casa dos vimaranenses e de todos os que aqui quiserem entrar.
Inaugurada em 2016, a Casa da Memória tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro, reflexão e participação, consolidando-se como um projeto vivo, aberto e em permanente construção.
Ao longo do dia 25 de abril, a programação do 10º aniversário deste centro de interpretação e conhecimento propõe um conjunto alargado de atividades participativas e intergeracionais, que cruzam memória, criação e celebração da liberdade. Entre oficinas contínuas e momentos de mediação, o público é convidado a explorar a Casa através de “Visitas Orientadas”, experimentar práticas como a serigrafia em “Coleciona, recorta, imprime!”, o desenho e escrita em “Cartazes de abril”, o bordado em “Bordar a Casa” ou a olaria em “Histórias de Cântaros e cantarinhas”, e ainda participar na construção de cravos em “Venham mais Cinco”.
Em paralelo, decorrem propostas como os “Jogos do Hélder”, desafios lúdicos e intuitivos em forma de jogo para qualquer idade, o espaço de leitura “Ler como quem resiste” integrado na iniciativa Brevemente do Teatro Oficina, e a área convivial “Pão, Cravos e Liberdade” com comes e bebes que contribuem para o encontro e a permanência ao longo do dia.
A vertente artística do programa inclui espetáculos e momentos performativos pensados para diferentes públicos, como o espetáculo delicado, sem palavras, de marionetas de barro “Ai de mim, ai do eu…” (Sandra Neves, Trupe Fandanga), o concerto “Histórias sem corantes” (Tiago Sami Pereira) de um fabuloso contador de histórias para crianças e famílias, e o baile participativo “Bailar em Casa” para quem sabe e para quem não sabe dançar. Em contínuo, será exibido o vídeo “Filme – Artistas convidados – 10 anos da CDMG”, reunindo testemunhos ligados à história da instituição e reforçando a sua dimensão de arquivo vivo e comunitário.
O dia termina em festa com um concerto único: a Ana Lua Caiano e o Grupo Folclórico da Corredoura juntaram-se para nos brindarem com um momento exclusivo e irrepetível, simbolizando o diálogo entre tradição e contemporaneidade que marca o percurso da última década. As portas desta nossa Casa estão abertas e fazem-nos sentir convidados a entrar.
O programa integra ainda momentos institucionais e comemorativos, como a “Abertura do Bolo de Aniversário da Casa da Memória de Guimarães”, e garante condições de acessibilidade, nomeadamente com possibilidade de acompanhamento em Língua Gestual Portuguesa. A informação completa encontra-se disponível online em www.aoficina.pt e em www.casadamemoria.pt, bem como as respetivas redes sociais.
