A criança raptada pelo pai, na segunda-feira, no Porto, continua em paradeiro desconhecido. A PSP e a GNR realizaram diversas diligências para localizar a menina, de três anos, mas nenhuma surtiu efeito. São também desconhecidos os motivos que levaram o homem, de 42 anos e residente em Terras do Bouro, a trancar a ex-companheira num quarto para fugir com a filha de ambos nos braços.
Tal como o JN avançou, o caso teve lugar ao início da noite desta segunda-feira. O homem viajou de Terras do Bouro até ao Porto para visitar a filha, dirigiu-se à casa da ex-companheira e, com autorização desta, entrou na residência, situada numa das ruas perpendiculares à Avenida Fernão de Magalhães, na zona das Antas.
O homem trancou a ex-companheira numa divisão da habitação desta e fugiu com a filha de ambos. O caso aconteceu na noite desta segunda-feira, no Porto, e pai e criança continuam em paradeiro incerto e a ser procurados pelas autoridades policiais.
Segundo o JN apurou, o casal separou-se já há algum tempo e definiu, no âmbito do acordo de responsabilidades parentais, que a filha ficava a viver com a mãe e recebia visitas regulares do pai na residência daquela. Os encontros, no entanto, tinham que ser “à vista”, ou seja, sempre com mais um adulto no mesmo espaço.
Com estas regras definidas, o progenitor, que mora a uma grande distância da cidade do Porto, deslocou-se, nesta segunda-feira, até à zona das Antas e, pelas 20h00, tocou à campainha e entrou na casa da família. Pouco depois, estava a conviver com a filha, perante o olhar da ex-companheira.
Com tudo a decorrer de forma normal, esta acabaria por se deslocar a outra divisão da residência, deixando pai e filha sozinhos. Nesta ocasião, o homem rapidamente fechou a porta do quarto onde a ex-mulher estava, deixando-a trancada e sem acesso a mais nenhum local da residência.
A vítima teve de destruir a porta para sair da divisão onde estava sequestrada, porém, quando o conseguiu, o ex-companheiro já tinha agarrado a filha e fugido da habitação. A mulher alertou, de imediato, a PSP e os polícias rumaram às Antas. Quando lá chegaram, contudo, já não havia sinal do paradeiro de pai e filha.
Além da PSP, também os inspetores da Polícia Judiciária, entretanto informada dos eventuais crimes de sequestro e subtração de menor, estão a tentar localizar a criança.
