Amares

Amares recebe Festival Internacional de Cinema Palestiniano

Amares vai receber a exibição do documentário ‘Jenin, Jenin’ no próximo domingo, dia 2 de novembro, no Auditório Conde Ferreira, pelas 17h30.

Integrado no Festival Internacional Palestine Cinema Days – Around the World 2025, “JENIN, JENIN” de Mohammed Bakri (2002), é uma colaboração com a Filmlab Palestine, Associação Cultural Caixa Negra, Ratita Films (Barcelona) e United Screens for Palestine. A entrada é gratuita.

Esta iniciativa estará presente em apenas 12 salas portuguesas, sendo o Auditório Conde Ferreira a única no distrito de Braga.

Porquê 2 de novembro?
Nesta data, em 1917, foi emitida a Declaração Balfour pelo governo britânico, prometendo apoio à criação de uma “casa nacional para o povo judeu” na Palestina — sem o consentimento da população palestiniana indígena. Este documento marcou um ponto de viragem na história da região, dando início a mais de um século de deslocação e resistência. Hoje, recuperamos este dia através do cinema: como um gesto de memória, solidariedade e resistência cultural – num momento de reflexão coletiva e celebração das vozes palestinianas.

Sinopse 🎥 “JENIN, JENIN”
«Onde está Deus?», pergunta-se desesperadamente um idoso ao observar os escombros no campo de refugiados palestinianos de Jenin. As tropas israelitas invadiram o campo em março de 2002. Após uma batalha sangrenta que durou dias, grande parte do campo foi arrasada e, além de vários soldados, muitos civis foram mortos. Este filme mostra até que ponto a opressão e o terror prolongados afetaram o estado de espírito dos habitantes palestinos de Jenin. Amargura e tristeza são os sentimentos predominantes entre a maioria da população. Muitos perderam entes queridos ou ainda procuram vítimas e móveis entre os escombros. Uma menina, que não parece ter mais de doze anos, conta a sua história, mas não conhece o medo. A violência contínua no seu dia-a-dia apenas alimenta os seus sentimentos de ódio e o desejo de vingança. Ela conta o que faria ao primeiro-ministro Sharon se ele visitasse o campo e grita que os palestinianos nunca desistirão da luta.

Eles continuarão a ter filhos, que poderão continuar a luta contra a injustiça. A triste questão impõe-se ao espectador. O que será de um país, de um povo, quando as suas crianças são confrontadas com a guerra e a violência desde muito cedo?

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