Curiosidades

71% dos pedidos de explicações na Guarda ficam sem resposta

Com o arranque do novo ano letivo, a procura por explicações registou um aumento expressivo em todo o país. Segundo dados da Fixando, plataforma líder na contratação de serviços online em Portugal, os pedidos de explicações cresceram 204% entre setembro e outubro, em comparação com os dois meses anteriores.

Os distritos com maior volume de pedidos continuam a ser Lisboa (24%), Porto (18%) e Setúbal (10%), mas é no interior do país, em especial na Guarda, que o desequilíbrio entre procura e oferta é mais acentuado. Nesta região, 71% dos pedidos não recebem qualquer resposta, tornando-se o distrito com maior dificuldade em encontrar explicadores.

A falta de profissionais disponíveis tem também impacto nos preços: o valor médio por hora na Guarda aumentou de 14€ para 20€ em 2025, o que representa uma subida de 43%, a mais acentuada do país.
Outros distritos com dificuldades significativas incluem Faro (67% dos pedidos sem resposta), Coimbra (65%), Viseu (64%) e Vila Real (62%).

Em termos de áreas mais procuradas, as explicações de várias disciplinas lideram (54%), seguidas da matemática (16%), português (5%) e preparação para exames nacionais (4%).

«Os dados revelam que a procura por explicações tem crescido de forma sustentada em todo o país, mas o interior, em particular distritos como a Guarda, enfrenta sérias dificuldades em atrair profissionais qualificados», explica Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando. «A discrepância entre oferta e procura está a gerar uma escalada de preços e a dificultar o acesso de muitas famílias a este tipo de apoio escolar».

O aumento da procura reflete uma maior preocupação dos encarregados de educação com o desempenho académico dos alunos e com a preparação para exames nacionais, num contexto de crescente exigência escolar. A Fixando destaca ainda que muitos explicadores têm migrado para aulas online, o que, embora amplie o alcance nacional, nem sempre resolve as carências locais.

«A tendência aponta para uma digitalização gradual das explicações, mas a ligação pessoal e o acompanhamento presencial continuam a ser muito valorizados, sobretudo nas regiões com menor dimensão», acrescenta Alice Nunes.

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