Terras de Bouro

“Acredito que, nas próximas eleições autárquicas, o PSD tem tudo para melhorar os seus resultados em todos os órgãos”

António Cunha foi, recentemente, reeleito presidente da concelhia do PSD de Terras de Bouro. Sensivelmente a um ano das eleições autárquicas, está confiante que o partido vai melhorar o resultado do último sufrágio porque “os nossos autarcas têm um desenvolvido um trabalho muito meritório que é, amplamente, reconhecido”.

Com grande parte das feridas, provocadas nas últimas autárquicas, saradas, António Cunha revela que “o trabalho desenvolvido tem trazido alguns militantes que há 3 anos, por diversos motivos, se tinham afastado do PSD”.

Que motivações estiveram por detrás desta candidatura?
Essa é uma pergunta a que muitas vezes tenho de responder, porque, hoje, mais do que nunca, não é fácil estar envolvido na política. Por culpa própria dos partidos, certamente, a imagem da política e dos políticos tem vindo a degradar-se.
No entanto, esta recandidatura está associada a dois fatores que considero essenciais: um imperativo de cidadania e outro de defesa do que julgo ser o melhor para o meu concelho.
Um imperativo de cidadania, desde logo, porque acredito que, numa democracia, os partidos são absolutamente imprescindíveis e estes não são entidades abstratas. Os partidos são, antes de tudo o mais, as pessoas que dele fazem parte. Depende, pois, de cada um de nós, enquanto cidadão, dar o nosso contributo para esses partidos estejam, verdadeiramente, ao serviço dos interesses das populações.
Defendo, por isso, que a melhor forma de mudar é participando. Dando o nosso contributo. É o que me tem motivado ao longo dos anos na vida política: dar o meu modesto contributo e as minhas opiniões nos órgãos locais e distritais do partido sobre aquilo que julgo ser o melhor para o meu concelho e para o meu país.
A segunda motivação prende-se com defesa daquilo que julgo ser o melhor para o meu concelho.
Esta comissão política tomou posse, pela primeira vez, após a eleições autárquicas de 2017. Aceitamos o desafio de um segundo mandato com o objetivo de contribuir com propostas e soluções para os problemas do nosso concelho e para reforçar a posição do PSD em Terras de Bouro nas eleições de 2021, no sentido de as poder implementar.

Que dinâmica se propõe desenvolver no novo mandato?
A pandemia que assolou o mundo veio alterar muito a nossa forma de socializar. Vivemos tempos diferentes. Estamos, pois, perante novos desafios que também vão afetar a forma como se faz política.
Neste contexto, iremos continuar a desenvolver atividades e usar novas formas de comunicação, com recurso ao digital, no sentido de envolver os terrabourenses na discussão dos seus problemas e trazer para o partido todos aqueles que se revejam no PSD.

As eleições autárquicas daqui a sensivelmente, um ano, são o primeiro grande teste da nova concelhia. Quais são as expetativas eleitorais?
As expetativas são as melhores possíveis. E dizemos isso, porque estamos convencidos que os nossos autarcas na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nas diferentes juntas de freguesia têm um desenvolvido um trabalho muito meritório que é, amplamente, reconhecido.
Assim, acredito que, nas próximas eleições autárquicas, o PSD tem tudo para melhorar os seus resultados em todos os órgãos.

Que balanço faz do presidente Manuel Tibo? Será ele o candidato natural?
Na sequência da resposta anterior, parece-me que o Manuel Tibo não só é o candidato natural como o é o candidato ideal. O Manuel Tibo, em 2017, candidatou-se à presidência do município sob o lema “de Alma e Coração por Terras de Bouro”. Passados, apenas três anos, julgo que está à vista de todos o resultado do seu empenho e dedicação na busca das melhores soluções para o nosso concelho. Creio que os terrabourenses, independentemente da sua orientação política, saberão reconhecer que o concelho tem à sua frente um homem sério, competente e dedicado que merece ser reeleito. Estou convicto que os resultados eleitorais irão refletir o seu trabalho.

Nas próximas eleições poderemos ter um PSD ‘mais unido’ em torno do candidato, ao contrário das últimas eleições autárquicas? Que passos estão a ser dados nesse sentido?
É um processo de normalização que leva o seu tempo, mas creio que, hoje, o partido já está mais unido. O trabalho desenvolvido tem trazido alguns militantes que há 3 anos, por diversos motivos, se tinham afastado do PSD. Podia dar como exemplo a inclusão da Dra. Ana Genoveva, uma social-democrata de longa data, no executivo e o excelente trabalho por ela desenvolvido tem ajudado a pacificar e a unir o partido.

Nas freguesias que trabalho está a ser feito? Os presidentes de Junta que concorreram pelo PSD serão convidados a recandidatar-se?
Esse é um tema que ainda não foi abordado na comissão política. Será uma discussão a ter brevemente, mas acredito que, caso estejam interessados, os Presidentes de Junta eleitos pelo PSD serão convidados a recandidatarem-se.

E nas freguesias onde o partido não é poder, qual é a estratégia?
Como lhe disse, o tema dos presidentes de junta ainda não foi discutido, mas poder-lhe-ei dizer que o PSD apresentará lista própria sempre que for possível.

Como vê atualmente a oposição?
Como sabe, porque acompanhou as reuniões de câmara durante esse período, fui vereador na oposição durante quatro anos. Sei bem o papel importante que tem a oposição na fiscalização das ações do executivo; na apresentação de propostas alternativas e no apoio de soluções que acreditam ser o melhor para o concelho. Uma oposição competente e eficaz obriga o executivo a desempenhar melhor o seu trabalho.
A oposição não pode ser apenas destrutiva nem tomar decisões apenas com o intuito de ganhos políticos ou por meras questões pessoais. Ora, parece-me, que em alguns casos isto tem acontecido, quando não devia. Os superiores interesses do concelho e dos seus munícipes devem estar acima de qualquer jogo político, no meu entendimento.

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