O Agrupamento de Escolas de Amares vai celebrar, no próximo dia 23 de fevereiro, 41 anos de existência e a cerimónia vai contar com a presença do Ministro da Educação, Fernando Alexandre, que irá inaugurar o novo Centro Tecnológico Especializado (CTE) e receber a edição especial, comemorativa dos 25 anos, do livro escolar com textos elaborados pelos alunos.
Hoje, a diretora do Agrupamento, Flora Monteiro, foi a anfitriã de uma vista por vários espaços da escola, incluindo as renovadas salas, obra feita pela autarquia, do CTE e que contou com a presença do presidente da câmara de Amares, Emanuel Magalhães e da Vereadora da Educação, Cidália Abreu. A diretora do Agrupamento traça o perfil do aluno da Secundária como “completo, bom conhecedor, culturalmente muito rico e com uma polivalência muito grande”.
Elogiando o trabalho que é feito no Agrupamento, Flora Monteiro, não tem dúvidas em afirmar que “esta é a escola ideal para aprender, para desenvolver competências, com uma aprendizagem de qualidade e exigência e onde os alunos têm acesso a clube de leitura, a tecnologias digitais, à robótica, ao clube de solidariedade, ao projeto ciência viva, estamos a desenvolver projetos de literacia financeira com dois laboratórios de matemática afetos a eles”.
No entanto, “a grande mais valia desta escola é que privilegiamos o nível humano, onde queremos ser uma escola exemplo. Associada à excelência académica temos rede de apoio aos alunos que chegam, respondendo a todas as suas necessidades e não é por acaso que no ranking da equidade estamos nos primeiros lugares”.

Requalificação
A grande luta escolar da comunidade educativa é a requalificação dos espaços físicos. Flora Monteiro reconhece que já teve vários estados de espírito em relação a isto, desde a angústia até à revolta: “estou menos revoltada e com mais esperança porque vemos que estão a ser dados passos para que a requalificação seja uma realidade”. A expensas próprias foi feito o conserto de todas as coberturas. “Investimos 40 mil euros que são transferidos pela autarquia para fazermos obras de melhorias”.

Futuro
Flora Monteiro só pensa, em termos de futuro, “em ter uma escola nova, mas queremos, também, continuar a ganhar prémios de leitura, de solidariedade e outros”.
Com 280 alunos migrantes em todas as escolas do Agrupamento, a Secundária tem 716 alunos, os desafios têm sido grandes: “temos apoios com professores de várias áreas, uma mediadora, uma psicóloga, uma coordenadora para a cidadania, ajudamos a preencher papéis, a procurar o centro de saúde e temos traduzidos os nossos documentos em várias línguas”.

Presidente da Câmara
O presidente da autarquia, Emanuel Magalhães, esteve presente na visita e lembrou a sua passagem pela presidência da Associação de Estudantes há 40 anos: “a minha filha estudou cá e não se esquece”. Reconhecendo que a escola não tem as melhores condições, o autarca disse que “na reunião do executivo já aprovamos o projeto de execução da requalificação” e foi sincero: “as obras não vão começar já, mas a médio prazo”.
E lançou um desafio: “são vocês que têm que mudar o rumo de dizer que tudo é mau” porque “para além de solidária, esta é uma escola amiga” e tem uma “disciplina que só aqui se pratica que é o carinho terapia”.


