A câmara de Amares apresentou, hoje, o novo site do Eco-canil onde, todos os interessados, podem visualizar e iniciar o processo de adoção dos cerca de 80 cães lá existentes. “É uma forma de dar a conhecer e sensibilizar a população para adoptar os animais”, referiu a vereadora, Cidália Abreu, na cerimónia.
O eco-canil está “aberto a todos, é uma questão de agendar e temos cães para todos os gostos”, acrescentou a responsável para quem “este trabalho no eco-canil não tem a visibilidade de outros trabalhos, mas é fundamental até na entrega pessoal que muitas destes funcionários têm”.
Marina Mendes, técnica superior do pelouro do Ambiente e líder do projeto do novo site, justificou que a nova plataforma digital “foi desenvolvida para agregar todos os projetos que já fizemos, divulgar os animais, facilitar as adoções, melhorar a comunicação com munícipes, tornar o serviço mais moderno e tem um formulário para quem queira fazer voluntariado”.

Peça importante na estrutura é o veterinário Fernando Silva que lembrou “o trabalho silencioso, mas reconhecido” dos funcionários do eco-canil onde “temos o máximo cuidado com a higiene, com a limpeza e com a alimentação”. Considerando que o novo site “pode potenciar o nosso volume de adoções”, alerta, no entanto, para a existência “de linhas vermelhas que não ultrapassamos e por isso, há animais que ainda não foram adotados: queremos que tenham uma vida digna e com condições, integrados numa família”.
Para o veterinário é fundamental “a adaptação do animal ao perfil daquilo que nós somos, sair para uma corrente não é possível. Temos que perceber se vão para apartamento ou para uma casa com espaço. Eu quero saber para onde vai o animal e por isso, é fundamental as pessoas virem cá no decorrer do processo de adoção porque a triagem tem que ser feita por nós”.
O eco-canil e o tutor do animal assinam um termo de adoção, onde é feita a passagem do animal para o tutor, com informação eletrónica sobre o animal e rastreando o processo de adoção desde o seu início. “Todo este processo é desenvolvido para que não hajam devoluções porque têm que haver uma responsabilização de quem adota. Em vez de sermos reativos, queremos ser proativos.

Lotação esgotada
O veterinário revela, ainda, que a lotação do espaço está praticamente esgotada. “Temos pequenas áreas para situações emergentes ou para as vagas sociais (quando um dono morre e o animal não tem com quem ficar), temos espaço para as quarentenas legais”.
Fernando Silva lamenta que “a lei de identificação dos animais, através de chip, não esteja a ser totalmente cumprida. Há ainda muitos animais sem este dispositivo. Estamos melhor do que estávamos aqui há uns anos, mas ainda há muito trabalho a fazer para se cumprir a lei”.
Apesar de ser municipal, o eco-canil faz a recolha em freguesias fronteiriças com o concelho de Amares: “temos um muito bom relacionamento com os concelhos vizinhos e quando detetamos algum animal de outro concelho entramos em contacto com os nossos colegas porque queremos que os cães cheguem aos seus donos”.
Voluntariado
Um dos aspetos importantes do eco-canil é o seu serviço de voluntariado que abrange todas as pessoas e idades. Há um formulário on-line para quem se queira candidatar. “Fazemos uma avaliação do perfil dos voluntários para ver se se enquadram e com quem”, revela Marina Mendes. A escola secundária tem um projeto de voluntariado com o eco-canil onde os alunos fazem uma experiência de voluntariado com animais.
