Depois de anos de espera, sucessivos avanços e recuos e um longo período de indefinição, a obra do Nó de Infias entrou finalmente em fase de execução.
A assinatura do auto de consignação da empreitada, realizada esta quinta-feira, na sede da Infraestruturas de Portugal (IP), em Almada, assinala o arranque de uma intervenção há muito aguardada pelos bracarenses e considerada uma das mais importantes obras rodoviárias das últimas décadas para a mobilidade no concelho.
A cerimónia de assinatura entre o presidente da Infraestruturas de Portugal, Paulo Carmona e Gaspar Barbosa Borges, CEO do Grupo ABB – Alexandre Barbosa Borges, S.A. – empresa responsável pela execução da empreitada, – contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues e do Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.
“Durante demasiado tempo, o Nó de Infias foi sinónimo de espera. A partir de hoje, passa a ser sinónimo de obra”, começou por realçar João Rodrigues após a assinatura da consignação da empreitada.
Promovida pela IP, a intervenção terá um prazo de execução de 660 dias e será desenvolvida em fases distintas.
Numa primeira etapa, os trabalhos terão reduzido impacto na circulação automóvel. À medida que a empreitada evoluir, existirão fases mais exigentes, com condicionamentos inevitáveis numa das zonas de maior intensidade de tráfego da cidade.
Consciente da dimensão da intervenção e da importância desta ligação para milhares de pessoas que diariamente atravessam Braga, o Município tem vindo a trabalhar em estreita articulação com a IP e com a empresa responsável pela obra para preparar um conjunto de medidas destinadas a reduzir, tanto quanto possível, os impactos na mobilidade da cidade.
Para João Rodrigues, este é um momento particularmente significativo para a cidade. “Chegou finalmente o momento. Durante demasiado tempo falou-se desta intervenção sem que fosse possível avançar para a sua concretização. Hoje passamos definitivamente dos projetos à obra. Esta é, muito provavelmente, a intervenção rodoviária mais importante realizada em Braga nas últimas décadas. Não resolverá, por si só, todos os desafios da mobilidade no concelho, mas permitirá eliminar um dos principais pontos de estrangulamento da nossa rede viária e melhorar significativamente a fluidez da circulação”, sublinhou o autarca bracarense.
Assumindo que a obra “implicará inevitavelmente alguns constrangimentos”, João Rodrigues explicou que está a ser desenvolvido um trabalho conjunto com a IP, com a fiscalização e com o empreiteiro para reduzir esses impactos ao mínimo indispensável.
“Sempre que as condições técnicas o permitam, os trabalhos mais condicionantes serão realizados durante o período noturno e, à medida que a obra avance, iremos implementando novas medidas de mitigação para proteger a mobilidade da cidade”, garantiu o presidente da Câmara, apelando à compreensão de todos.
“Esta obra exigirá um esforço de adaptação por parte de quem vive, trabalha ou circula em Braga. Essa compreensão será fundamental para que, dentro de menos de dois anos, possamos todos beneficiar de uma cidade com uma mobilidade mais eficiente, mais segura e mais preparada para o futuro”.
Obra do Nó de Infias conta com Plano Municipal de Acompanhamento
Paralelamente ao arranque da empreitada, o Município de Braga implementará um Plano Municipal de Acompanhamento da Obra do Nó de Infias, desenvolvido em articulação permanente com a IP, a empresa responsável pela execução da obra e as restantes entidades envolvidas.
O plano prevê um acompanhamento contínuo da evolução da empreitada, permitindo ajustar e implementar novas medidas de mitigação sempre que necessário, com o objetivo de reduzir os impactos na circulação e assegurar informação clara e atempada à população.
Medidas já definidas
+Plano faseado de desvios provisórios de trânsito, ajustável em função da evolução da obra;
+Reforço da sinalização nas principais vias de acesso para incentivar a utilização antecipada de percursos alternativos;
+Criação de uma interface dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) junto ao Estádio Municipal, acompanhada do reforço das ligações ao centro da cidade e da integração da interface da CIM Cávado;
+Repavimentação da envolvente ao Centro de Saúde de Infias, Rua Conselheiro Bento Miguel, Rua de São José e Avenida General Norton de Matos.
O Município informa ainda que continuam em estudo outras medidas complementares de gestão da mobilidade, que serão implementadas e comunicadas à população sempre que se revelem necessárias.
O que muda a partir de agora?
A obra inicia-se de imediato, embora os primeiros trabalhos tenham reduzido impacto na circulação.
Os condicionamentos mais significativos ocorrerão apenas nas fases seguintes da empreitada, sendo previamente comunicados à população.
À medida que a obra evoluir, o Município implementará novas medidas de mitigação, reforçando a informação aos cidadãos, promovendo alternativas de mobilidade e ajustando a gestão do trânsito em articulação permanente com a Infraestruturas de Portugal.
Uma intervenção estruturante para Braga
A obra do Nó de Infias permitirá aumentar a capacidade de um dos principais acessos à cidade, separar os fluxos de tráfego mais intensos, melhorar as condições de segurança rodoviária e criar melhores condições de circulação para peões, ciclistas, transporte público e automóveis.
Esta intervenção constitui uma peça fundamental da estratégia de mobilidade para Braga e complementa outros projetos estruturantes, designadamente a futura Circular Rodoviária Externa de Braga (CREB), contribuindo para uma cidade mais acessível, mais eficiente e mais preparada para responder aos desafios do crescimento urbano.
“As cidades não se transformam com uma única obra. Transformam-se com uma estratégia, persistência e capacidade de concretização. O Nó de Infias é o primeiro grande passo de uma visão mais ampla para a mobilidade de Braga”, sustentou João Rodrigues
A concluir, o edil sublinhou que o Nó de Infias e a futura CREB “constituem duas intervenções complementares de uma mesma visão para a mobilidade, resolver constrangimentos imediatos, criar alternativas de circulação e preparar Braga para continuar a crescer com melhores condições de acessibilidade e qualidade de vida para o futuro”.
