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Ter mais um quarto pode custar mais 100 mil euros na compra de casa

Ganhar mais um quarto pode representar um investimento adicional de até 100 mil euros para quem procura comprar casa em Portugal. Dados do Imovirtual, que analisam os preços médios dos apartamentos no mercado primário durante os últimos três meses e os comparam com o mesmo período do ano anterior, mostram que passar de um T3 para um T4 representa atualmente um custo adicional de 100 mil euros, o maior salto entre todas as tipologias. Já a passagem de um T1 para um T2 implica um investimento adicional de 84.999 euros, enquanto trocar um T2 por um T3 custa, em média, mais 70.001 euros.

A análise mostra ainda que o custo de passar de um T1 para um T2 aumentou cerca de 15 mil euros face ao mesmo período de 2025, enquanto a diferença entre um T2 e um T3 diminuiu no mesmo montante. Apesar deste ajustamento, ganhar mais espaço continua a representar um esforço financeiro muito significativo para quem procura comprar casa.

Entre todas as tipologias, foi precisamente o T2 que registou a maior valorização homóloga. O preço médio passou de 295.000 euros para 324.999 euros, uma subida de 10,2%. Nos restantes segmentos, a evolução foi mais moderada: os T1 cresceram 6,7%, passando para 240.000 euros, os T3 valorizaram 3,9%, atingindo os 395.000 euros, os T4 aumentaram 3,1%, fixando-se nos 495.000 euros, enquanto os T5+ cresceram 5,3%, alcançando os 790.000 euros.

“Mais do que uma questão de área, os dados mostram que cada quarto adicional representa hoje um esforço financeiro muito significativo para quem pretende comprar casa. A diferença entre tipologias tornou-se um fator determinante na decisão de compra, obrigando muitas famílias a encontrar um equilíbrio entre espaço, localização e orçamento disponível. Ao mesmo tempo, o forte crescimento dos T2 confirma que esta continua a ser a tipologia que melhor responde às necessidades de um grande número de compradores. Num contexto em que as necessidades das famílias evoluem ao longo da vida, este custo adicional pode tornar-se decisivo na escolha entre permanecer na mesma tipologia ou procurar alternativas noutras localizações”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

A nível regional, Lisboa continua a apresentar o preço médio mais elevado, com 560.250 euros, apesar de uma correção anual de 6,6%. Em sentido oposto, o Algarve destaca-se como o mercado com maior crescimento entre os principais distritos, valorizando 17,0% e atingindo os 510.000 euros, enquanto a Madeira se mantém nos 500.000 euros.

O Porto apresenta uma ligeira descida de 1,7%, fixando-se nos 379.900 euros, enquanto Setúbal cresce 2,8%, atingindo os 365.000 euros. Entre os mercados que mais valorizam destacam-se Beja, com uma subida de 35,1%, e Viseu, que cresce 29,3%, reforçando o dinamismo crescente de vários mercados fora dos principais centros urbanos.

As diferenças tornam-se ainda mais evidentes quando se analisa cada tipologia individualmente. Em Lisboa, um T5+ atinge um preço médio de 1.100.000 euros, enquanto no Algarve e no Porto a mesma tipologia se fixa nos 860.000 euros. Nos T4, Lisboa continua igualmente a liderar, com 615.000 euros, seguida do Algarve (535.000 euros) e do Porto (499.900 euros).

Nos apartamentos de menor dimensão, as diferenças entre regiões reduzem-se. Enquanto um T2 apresenta um preço médio de 390.000 euros em Lisboa, no Porto fixa-se nos 285.000 euros, em Aveiro nos 245.000 euros, em Coimbra nos 230.000 euros e em Braga nos 210.000 euros.

Mais do que medir a diferença de preço entre tipologias, os dados do Imovirtual mostram quanto custa, na prática, ganhar espaço no mercado imobiliário português. Numa altura em que muitas famílias procuram adaptar a casa às suas necessidades, cada quarto adicional representa um investimento cada vez mais significativo, tornando a gestão do orçamento uma das decisões mais determinantes no processo de compra.

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