O INEM vai averiguar por que motivo foram acionados os bombeiros de Guimarães para socorrer um homem em paragem cardiorrespiratória na vila das Taipas, que acabaria por morrer, quando a corporação local tinha todos os meios disponíveis.
Em resposta enviada hoje à agência Lusa, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) explicou que, pelas 12h52 de sábado, recebeu uma chamada para uma paragem cardiorrespiratória de um homem, de 48 anos, que acabaria por morrer no local.
Os Bombeiros Voluntários das Taipas demorariam entre 3 e 5 minutos a chegar à vítima, segundo o comandante em exercício desta corporação, enquanto os Bombeiros de Guimarães distam cerca de 9 quilómetros e perto de 14 minutos da Avenida dos Combatentes do Ultramar, local da ocorrência e que é área de atuação da corporação das Taipas.
“Relativamente ao acionamento dos meios, a ocorrência será objeto de análise interna, com vista à verificação de todos os procedimentos adotados e à análise das circunstâncias em que foi efetuado o despacho dos meios de emergência”, adiantou o INEM.
Contactado pela Lusa, o comandante em exercício dos Bombeiros Voluntários das Taipas confirmou que a corporação tinha todos os meios operacionais disponíveis e diz-se surpreendido pelo sucedido.
“O CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes] acionou diretamente os bombeiros de Guimarães em vez do nosso corpo de bombeiros, porque a área de atuação é nossa. Estamos operacionais e tínhamos os meios disponíveis. Ficámos estupefactos quando vimos nas redes sociais que Guimarães veio à nossa área de atuação por indicação do CODU, quando temos a nossa parte operacional em condições, os meios em prontidão e não fomos notificados para esta ocorrência”, sublinhou José Augusto Ferreira.
Este operacional admitiu que possa “ter havido algum erro na parte da triagem e atribuição do corpo de bombeiros por causa da georreferenciação, por parte do CODU”, acrescentando que está a tentar averiguar “o que realmente se passou”, aguardando uma explicação “concreta” por parte do CODU para a situação, pois “tinham todos os meios para fazerem o serviço”.
O comandante em exercício dos bombeiros da vila das Taipas, concelho de Guimarães, distrito de Braga, revela ainda que, após o óbito, as autoridades policiais acionaram, “aí sim”, a corporação das Taipas para a “remoção do cadáver”.
O INEM conta que após a realização da triagem clínica pelo CODU, “a situação foi classificada como prioridade máxima (P1), tendo sido imediatamente determinada a ativação de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e de uma ambulância de emergência médica”.
Em simultâneo, acrescenta o INEM, “o CODU prestou assistência telefónica ao contactante, orientando a realização de manobras de Suporte Básico de Vida até à chegada dos meios de emergência ao local”.
A VMER de Guimarães foi acionada às 12:55, a ambulância dos Bombeiros Voluntários de Guimarães às 12:58 e às 13:05 foi também acionada a equipa de psicólogos do INEM.
Às 13:26, a equipa da VMER comunicou ao CODU que foi verificado o óbito da vítima, tendo sido acionada a autoridade competente.
“O acionamento dos meios de emergência é efetuado pelo CODU com base na avaliação clínica da ocorrência e na informação operacional disponível no momento do despacho, com o objetivo de assegurar a resposta mais rápida e adequada à situação clínica”, refere o INEM, na resposta enviada à Lusa.
