O Alto Minho volta a destacar-se no panorama nacional ao manter-se entre as cinco sub-regiões NUTS III com um Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) superior à média nacional, de acordo com a mais recente edição do indicador divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referente a 2024.
O ISDR avalia o desempenho das sub-regiões portuguesas em três dimensões fundamentais – competitividade, coesão e qualidade ambiental – permitindo acompanhar a evolução do desenvolvimento regional e comparar o desempenho dos diferentes territórios do país.
Num universo de 26 sub-regiões NUTS III, apenas o Alto Minho, a Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto, a Região de Coimbra e a Região de Aveiro apresentam um desempenho global acima da média nacional, confirmando a manutenção do Alto Minho entre os territórios com melhor desempenho neste indicador.
Coesão continua a destacar-se
Na dimensão da coesão, o Alto Minho registou 101,58 pontos, integrando o grupo das nove sub-regiões acima da média nacional. Embora represente um ligeiro decréscimo da edição anterior, este resultado evidencia a continuidade de um desempenho positivo nesta dimensão.
Qualidade ambiental consolida-se como principal fator diferenciador
A qualidade ambiental continua a constituir a dimensão em que o Alto Minho apresenta o melhor desempenho. Com 105,71 pontos, a sub-região posiciona-se entre os territórios acima da média nacional, reforçando uma evolução positiva já observada em 2021.
Este resultado evidencia a consistência do desempenho do território nesta dimensão, refletindo um dos seus principais fatores distintivos no contexto nacional.
Competitividade continua a representar o principal desafio
A dimensão da competitividade permanece como o principal desafio para o Alto Minho. Tal como a Região de Coimbra, a sub-região continua abaixo da média nacional neste indicador.
No que toca à competitividade, apenas a Grande Lisboa (116,69 pontos), a Região de Aveiro (106,84 pontos) e a Área Metropolitana do Porto (106,64 pontos) apresentam valores superiores à média nacional nesta dimensão, evidenciando a persistência das assimetrias territoriais em matéria de competitividade.
Resultados reforçam o posicionamento do Alto Minho
Os resultados agora divulgados reforçam o posicionamento do Alto Minho como um território que alia elevados níveis de coesão territorial e qualidade ambiental, mantendo como principal desafio o reforço da competitividade económica.
Para a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, estes indicadores constituem um importante instrumento de monitorização do desenvolvimento regional e reforçam a importância de continuar a promover políticas e projetos que valorizem os recursos do território, promovam a inovação, reforcem a competitividade das empresas e contribuam para um desenvolvimento equilibrado e sustentável dos dez municípios que integram a sub-região.
