Proposta que será apreciada pelo Executivo prevê um investimento de 286 mil euros para recuperar património histórico, requalificar o espaço público envolvente e resolver um constrangimento à mobilidade que se arrasta há vários anos numa das zonas mais densamente povoadas da cidade.
A Câmara Municipal de Braga vai apreciar, na reunião do Executivo marcada para esta quinta-feira, no Forum Braga, a proposta de abertura do concurso público para a empreitada de Reconstrução da Capela do Areal (ou de S. Victor-o-Mártir) e Reabilitação do Espaço Público Envolvente, num investimento municipal com valor base de 286.496,18 euros (+IVA) e um prazo de execução de 240 dias.
A proposta pretende criar as condições para resolver uma situação que se prolonga há vários anos, permitindo avançar com uma intervenção há muito aguardada pelos moradores e por todos os que diariamente utilizam aquela zona da freguesia de São Victor.
Com o projeto de execução concluído e o procedimento preparado para lançamento do concurso público, o Município apresenta uma solução concreta para uma intervenção que permitirá recuperar património histórico, requalificar o espaço público e melhorar as condições de mobilidade e segurança daquela zona.
“Durante demasiado tempo, esta foi uma situação conhecida por todos, mas sem solução. O que levamos agora à reunião de Câmara é uma proposta concreta, assente num projeto de execução concluído, num procedimento preparado, com financiamento assegurado e um calendário definido para que a intervenção possa avançar. É assim que se resolvem os problemas: criando as condições para que as obras saiam finalmente do papel e respondam às necessidades reais das pessoas”, afirma o presidente da autarquia, João Rodrigues.
Simultaneamente, “a intervenção permite preservar um património histórico de Braga e devolver melhores condições de mobilidade e segurança a uma das zonas mais densamente povoadas da cidade.”
Datada do século XVIII, a Capela do Areal encontra-se em avançado estado de degradação e em risco iminente de ruína, subsistindo apenas a fachada principal e a fachada lateral esquerda. O projeto prevê a desmontagem da estrutura existente e a sua reconstrução numa nova implantação, mais a nascente, preservando a orientação original e assegurando a valorização deste património histórico.
A intervenção contempla igualmente a reabilitação de 1.349,20 metros quadrados de espaço público, reorganizando toda a envolvente da capela e criando um adro e recinto.
Empreitada elimina conflitos de circulação e reforça condições de segurança e acessibilidade
No que à mobilidade respeita, a empreitada permitirá eliminar conflitos de circulação, corrigir o perfil e o dimensionamento das plataformas viárias e reforçar as condições de segurança e acessibilidade para peões e automobilistas.
Está ainda prevista a reorganização da circulação na Rua Pêro Vaz de Caminha, que passará a funcionar em sentido único descendente, reduzindo a pressão sobre uma via de reduzida dimensão e melhorando a fluidez do tráfego.
Com esta intervenção, o Município pretende preservar um monumento com elevado valor histórico e identitário, qualificar o espaço público envolvente e criar melhores condições de circulação, acessibilidade e segurança para quem vive, trabalha ou utiliza diariamente aquela área da cidade.
