O presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo (PSD), afirmou hoje que a sua eleição, em 2025, significou o fim do elitismo na política cultural do concelho e o início de um ciclo de “cultura para todos”.
Em declarações à Lusa, Ricardo Araújo apontou como exemplos recentes um espetáculo de João Baião no Centro Cultural Vila Flor (CCVF) e a Noite Branca.
“Tivemos vários exemplos disso. Tivemos o CCVF aberto a um espetáculo do João Baião, que nos últimos anos esteve impedido de pisar aquele palco. No passado sábado, tivemos a Noite Branca, o Guimarães Veste Branco, com a maior enchente de sempre da nossa sala de visitas em Guimarães, no Toural, de que o Partido Socialista tinha privado os vimaranenses ao longo dos últimos seis anos”, referiu.
Para Ricardo Araújo, o novo ciclo político, que se iniciou em Guimarães no passado dia 12 de outubro, em que a câmara passou do PS para o PSD, “é também real na cultura”.
“Hoje, a programação cultural é para todos, é uma programação cultural diversificada para os diferentes públicos e também com muita força pela nossa cultura popular”, acrescentando, sublinhando ser “uma evidência” que, no tempo do PS, a política cultural do concelho era mais “elitista”.
Em relação à saída de Rui Torrinha da direção artística do Centro Cultural Vila Flor, Ricardo Araújo disse que, tanto quanto sabe, “foi exatamente por acordo entre as partes”.
“É normal, sobretudo nesta área, com os diferentes programadores culturais, haver ciclos que se iniciam, que se encerram e muitas vezes que se retomam”, acrescentou, remetendo outros esclarecimentos para a administração de A Oficina.
Rui Torrinha estava desde 2018 na direção artística do Centro Cultural Vila Flor, ao abrigo de uma comissão de serviço que terminava apenas em meados de 2027.
A Lusa contactou Rui Torrinha, que se escusou a fazer quaisquer declarações sobre o assunto.
