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“Juntos por Guimarães” quer eleições intercalares na freguesia de Fermentões

A coligação Juntos por Guimarães (PSD/CDS-PP) Guimarães defendeu hoje a realização de eleições intercalares na freguesia de Fermentões, face ao impasse resultante das autárquicas de 2025, em que o PS ganhou, mas sem maioria absoluta.

Em comunicado, aquela coligação considera que “a decisão deve regressar à população de Fermentões, através da realização de eleições intercalares”.

“Esta posição não resulta de uma disputa por lugares. Resulta da convicção de que nenhuma solução negociada entre partidos deve substituir a vontade dos eleitores quando não existe uma base política clara, transparente e funcional para governar”, acrescenta.

Nas Autárquicas de 2025, o PS ganhou a Assembleia de Freguesia de Fermentões, conseguindo quatro mandatos, tantos quantos a coligação PSD/CDS-PP, enquanto o Chega conseguiu um.

No entanto, estas forças nunca se entenderam quanto à instalação dos órgãos autárquicos.

No comunicado de hoje, a coligação Juntos por Guimarães acusa o PS de não conseguir encontrar uma solução para o impasse.

“Este processo foi conduzido, desde o primeiro momento, a partir de uma discussão centrada na distribuição de cargos, sem que tivesse sido apresentado um projeto político consistente, com objetivos concretos para a freguesia e condições para gerar um entendimento responsável e ao serviço da população. Fermentões precisa de saber quem governa, com que prioridades e perante que compromissos. Uma negociação limitada à composição dos órgãos não responde a nenhuma destas questões”, sublinha.

Diz ainda que não lhe foram disponibilizados, apesar de solicitados, documentos considerados “relevantes” para uma avaliação completa da situação de gestão da junta.

“Sem acesso à informação necessária, não estão reunidas as condições de transparência e confiança indispensáveis a qualquer acordo político sério”, acrescenta.

O presidente da Junta eleito, António Vilela, já propôs à coligação um “compromisso para a estabilidade”, que passava, desde logo, pela viabilização da constituição da Junta de Freguesia, “respeitando a força política mais votada pelos cidadãos”.

O compromisso apontava ainda para o pluralismo na Assembleia de Freguesia, com distribuição “proporcional e justa” dos cargos da mesa, para garantir a fiscalização e o equilíbrio democrático.

Uma estratégia comum, com integração de medidas prioritárias do programa eleitoral de PS e coligação nas Opções do Plano e Orçamento da Freguesia, era outro dos pontos do compromisso, a par da criação de um canal regular de comunicação entre os eleitos de ambos as forças políticas antes de cada sessão plenária.

A coligação, por seu lado, quer devolver a palavra ao povo, através de eleições intercalares.

A Lusa tentou ouvir António Vilela, mas sem sucesso.

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