João Gama Leão, antigo dono da Prebuild e um dos maiores devedores do BES, está prestes a ver encerrada a sua insolvência pessoal, com a proposta de rateio final apresentada pelo administrador judicial a revelar que as receitas com as vendas de bens do empresário não foram além de 57.800 euros, quando os créditos eram originalmente reclamados pelos credores ascendiam a 392,7 milhões, avança, esta sexta-feira, o Expresso.
Segundo o semanário, o Novo Banco tinha a maior fatia desta dívida, resultante das responsabilidades de Gama Leão perante o grupo de empresas do qual era dono (Prebuild e das lojas Izibuild, em tempos denominadas Mestre Maco), após os empréstimos contraídos junto do antigo BES.
Depois do despacho de exoneração de passivo, o Novo Banco passou a ter como créditos reconhecidos judicialmente apenas 5,3 milhões e receberá agora pouco mais de 13 mil, sendo o maior credor nesta etapa final do processo o Estado: a Autoridade Tributária tinha créditos reconhecidos judicialmente de 12,5 milhões, mas só irá arrecadar pouco mais de 26 mil. Em terceiro lugar na lista de credores do rateio final está a Caixa Económica Montepio Geral, que terá somente direito a 7 mil dos mais de 3,3 milhões que tinha a receber, escreve o jornal.
Em março, o Negócios noticiou que a falência da antiga Mestre Maco (mais tarde Izibuild) também só permitiu recuperar 450 mil euros aos credores dos 80 milhões reclamados.
Já relacionado com o universo Banco Espírito Santo, foi noticiado esta quinta-feira que o Novo Banco iniciou a operação para colocar à venda os imóveis e empresas de Luís Filipe Vieira, cujos ativos constituem outros grandes devedores do antigo BES.
