O Museu da Imagem reabriu esta sexta-feira ao público, com a exposição “Máquinas de ver”, dando início a um novo ciclo de atividade daquele equipamento cultural municipal. A reabertura acontece integrada na programação da Noite Branca, numa edição que está a levar milhares de pessoas a percorrer as ruas e a descobrir diferentes espaços da cidade.
A primeira noite da Noite Branca 2026 foi um autêntico sucesso, com muitos e muitos milhares de pessoas vestidos a rigor, numa atmosfera de alegria contagiante e com uma evidente vontade de absorver o máximo de tudo aquilo que Braga tem para oferecer.
Património, história, arte, dança, música, arte de rua, performances e tradição fizeram parte de uma noite que levou a celebração a diferentes espaços da cidade e convidou a uma descoberta de Braga para além dos seus grandes palcos.
É neste contexto que o Museu da Imagem volta a abrir portas, num momento que o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, considera ter um significado que ultrapassa a própria reabertura do equipamento.
“Não é todos os dias que se reabrem museus, museus desta importância, numa cidade. Mas, sobretudo, pelo simbolismo que comporta naquilo que é a nossa visão, que é a visão da Câmara Municipal para a cidade. É uma cidade que se quer cada vez mais disponível para a população, uma cidade que se quer cada vez mais qualificada”, apontou o autarca no momento oficial de reabertura de portas.
A reabertura representa, assim, o reencontro do Museu da Imagem com o público e o início de um novo ciclo de atividade, programação e relação com a cidade. O projeto museológico continuará a desenvolver-se de forma progressiva, acompanhando o estudo, a inventariação e a interpretação da sua coleção.
O edil aproveitou a ocasião para agradecer o trabalho, dedicação e esforço de todos os profissionais do município envolvidos na preparação desta reabertura ainda a tempo da Noite Branca.
“Máquinas de ver” mostra o universo material da fotografia
Construída a partir do património do próprio Museu da Imagem, a exposição “Máquinas de ver” propõe uma reflexão sobre a fotografia enquanto prática técnica, construção do olhar e objeto material.
Câmaras, instrumentos, equipamentos de laboratório, fotografias, negativos, livros de registo e outros documentos permitem acompanhar os processos associados à produção fotográfica, com particular destaque para a atividade dos estúdios bracarenses Fotografia Aliança e Casa Pelicano.
“A exposição parte do próprio acervo do Museu da Imagem e procura mostrar não apenas as máquinas, mas todo o universo material associado à atividade dos estúdios fotográficos. Queremos revelar o que existe antes e depois do disparo, desde os equipamentos e processos laboratoriais até aos pequenos objetos que fazem parte desta história”, explicou Catarina Miranda, vereadora da Cultura.
A experiência começa ainda na rua, com um quiosque instalado diante do Museu e transformado numa câmara obscura visitável. No seu interior, a luz atravessa um pequeno orifício e projeta uma imagem invertida e em movimento do mundo exterior, tornando diretamente observável o princípio ótico que está na origem da máquina fotográfica.
Também o laboratório do Museu da Imagem assume um papel central nesta nova etapa. Visitável e equipado para a revelação e ampliação, preserva as condições materiais e os conhecimentos associados à fotografia analógica, permitindo que esta prática continue a ser experimentada.
Um convite para descobrir Braga durante a Noite Branca
Durante este fim-de-semana de Noite Branca, o Museu da Imagem assume-se como mais um ponto de passagem para quem quiser viver a cidade de uma forma diferente, conciliando a celebração com a descoberta do património cultural de Braga.
A programação especial prossegue este sábado, às 19h00, com uma visita orientada à exposição “Máquinas de ver”, conduzida por Catarina Miranda. No domingo, entre as 11h00 e as 19h00, realiza-se “A Cor do Branco”, uma experiência participativa acompanhada por Adriano Ferreira Borges, dedicada à exploração da luz, das sombras coloridas e da formação da imagem.
Mas há ainda muito para descobrir ao longo deste sábado e da segunda noite da Noite Branca. Esta edição traz duas novidades que prometem marcar a programação: os espetáculos de drones e de videomapping, que se juntam aos concertos e às centenas de outras propostas espalhadas pela cidade.
O convite é para que bracarenses e visitantes continuem a explorar Braga, entrar nos seus equipamentos culturais, descobrir o património e deixar-se surpreender pelas propostas que surgem nas ruas, praças e diferentes espaços da cidade.
A experiência pode também ser acompanhada através das redes sociais do Município de Braga e da Noite Branca, onde estão disponíveis muitas fotografias e vídeos dedicados ao primeiro dia de programação e a esta manhã de sábado, permitindo reviver alguns dos melhores momentos e descobrir diferentes formas de viver a cidade até ao final da noite de domingo.
