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Portugal enfrenta 2 648 ciberataques por semana, mais 28% num ano

A Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), empresa pioneira e líder global em soluções de cibersegurança, revela que as organizações em Portugal sofreram, em média, 2 648 ciberataques por semana em agosto, mais 28% do que no mesmo mês de 2025. O valor supera em cerca de 9% a média mundial de 2 422 ataques semanais por organização e acompanha o forte aumento registado na Europa. A Educação e a Administração Pública foram os setores mais visados no país.

A nível mundial, o volume médio de ataques aumentou 4% face a julho e 22% em termos homólogos. O ransomware atingiu 1 042 ataques reportados, quase o dobro do valor observado em agosto de 2025, enquanto o phishing e a exposição de informação sensível através de ferramentas de IA generativa continuaram a ampliar o risco para as empresas.

“Os dados de agosto mostram que o risco cibernético está a aumentar em várias frentes ao mesmo tempo. Com a subida dos ataques, a aceleração do ransomware, o phishing como porta de entrada frequente e a IA generativa como novo caminho para a exposição de dados, as equipas de segurança não podem depender de defesas fragmentadas. Precisam de proteção assente na prevenção, com visibilidade, controlo e automatização nas redes, cloud, endpoints, correio eletrónico e utilização de IA, para travar as ameaças antes de interromperem as operações ou exporem informação sensível”, afirma Omer Dembinsky, Data Research Manager da Check Point Research.

Portugal acima das médias mundial e europeia
Portugal registou 2 648 ataques semanais por organização, cerca de 9% acima da média mundial e 23% acima da média europeia. A subida homóloga de 28% igualou o ritmo de crescimento da Europa, a região com o aumento mais acentuado no período analisado.

Educação e Administração Pública lideram os setores mais atacados em Portugal
A Educação manteve a primeira posição entre os setores mais atacados em Portugal, seguida pela Administração Pública e pelas Telecomunicações. Os dois primeiros setores apresentaram níveis de ataque acima das respetivas referências mundiais. Os bens e serviços de consumo subiram uma posição, enquanto os serviços empresariais desceram para o sexto lugar.

Ataques globais sobem 22% e pressionam os setores com maior exposição
As organizações em todo o mundo enfrentaram uma média de 2 422 ciberataques por semana em agosto, mais 4% do que em julho e mais 22% do que no mesmo mês do ano anterior. Desde maio, a média global passou de 2 055 para 2 422 ataques semanais por organização, um aumento de cerca de 18%.

A Educação continuou a ser o setor mais atacado a nível mundial, com 5 354 ataques semanais por organização, mais 28% em termos homólogos. A Administração Pública registou 3 067 ataques, e a Hotelaria, Viagens e Lazer subiu para o terceiro lugar, com 3 056 ataques e um crescimento anual de 56%.

A América Latina apresentou o maior volume regional, com 3 577 ataques semanais por organização, mais 25% em termos homólogos. A Europa registou o crescimento mais rápido, 28%, seguida da América Latina, 25%, e da América do Norte, 18%.

Utilização de IA generativa cresce e mantém o risco de exposição de dados
Em agosto, um em cada 43 prompts enviados a ferramentas de IA generativa a partir de redes empresariais apresentou risco de exposição de dados. Embora esta proporção tenha atingido o nível mais baixo dos últimos meses, 86% das organizações que utilizam IA generativa com regularidade foram afetadas por atividade de prompts de alto risco.

A utilização continuou a crescer. Cada utilizador produziu, em média, 106 prompts em agosto, face a 95 em julho e cerca de 78 em junho. As organizações recorreram, em média, a sete ferramentas de IA diferentes, o que aumenta a necessidade de visibilidade e governação sobre a informação partilhada.

A Saúde registou a maior taxa de prompts de alto risco, 4%, o equivalente a um em cada 25 prompts. Seguiram-se o setor de Software, com 3,6%, e os Serviços Empresariais, com 3,5%.

Entre as organizações onde foram identificados prompts com dados sensíveis, as categorias mais frequentes foram Infraestrutura de Rede e Tecnologias de Informação, 67%, Dados Financeiros, 65%, Informação Jurídica e Regulamentar, 64%, Dados de Colaboradores e Recursos Humanos, 59%, e Informação Pessoal Identificável, 57%.

Prevenção exige proteção coordenada em todos os ambientes
Os dados de agosto reforçam a necessidade de estender a prevenção a todas as camadas da organização. A combinação entre mais ataques, ransomware, phishing e utilização crescente de IA exige controlos coordenados nas redes, ambientes cloud, endpoints, correio eletrónico e ferramentas de IA, com capacidade para impedir a exposição de dados e a interrupção das operações antes de causarem impacto.

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