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Anúncios de casas para venda ficam ativos menos 20 dias na primavera do que no inverno

A primavera está associada a períodos mais curtos de permanência dos anúncios de apartamentos para venda. Em 2026, os dados do Imovirtual mostram que estes anúncios permaneceram ativos, em média, durante 85 dias na primavera, menos 20 dias do que os 105 dias registados no inverno.

A diferença entre as duas estações é também menor do que há um ano. Em 2025, os apartamentos apresentavam uma distância de 29 dias entre inverno e primavera, face aos 20 dias observados em 2026. Ainda assim, a análise dos últimos anos mostra que a época do ano continua associada a diferenças relevantes no tempo de permanência dos anúncios e que o seu peso varia significativamente consoante o tipo de imóvel e a região.

“Os dados mostram que a época do ano que o imóvel é anunciado é uma das variáveis a considerar quando analisamos o comportamento do interesse dos utilizadores, mas o seu peso varia muito consoante o mercado. Nos apartamentos continuamos a observar que ficam indisponíveis mais rapidamente na primavera, enquanto nas moradias encontramos diferenças muito significativas entre regiões. O preço, a localização e as características do imóvel continuam, naturalmente, a ser determinantes para o interesse dos utilizadores mas devem ser analisados em conjunto com a sazonalidade”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

A primavera já tinha ganho relevância nos apartamentos em 2025. Março registou uma média nacional de apenas 59 dias de permanência dos anúncios, o valor mensal mais baixo do período analisado. A evolução de 2026 mantém a primavera como um período de venda mais rápido que o inverno, embora com uma diferença menos acentuada entre as duas estações.

Nas moradias, o comportamento é diferente. Os dados dos últimos anos mostram uma maior relevância do verão em vários mercados, mas também diferenças muito acentuadas consoante a localização. Bragança é um dos exemplos mais expressivos: os anúncios de moradias permaneceram ativos, em média, durante 85 dias no verão, face aos 209 dias no inverno, uma diferença de 124 dias, ou seja, mais de quatro meses.

Outros mercados apresentam também diferenças relevantes nas moradias. Em Castelo Branco, a distância entre a estação com menor e maior tempo de permanência chega aos 89 dias, enquanto em Portalegre e na Madeira atinge os 79 dias.

Nos principais mercados urbanos, a diferença entre estações é bastante menor. Nos anúncios de apartamentos, Lisboa apresenta uma variação de apenas 11 dias entre a estação com menor e maior permanência, enquanto no Porto a diferença é de 15 dias. Nestes mercados, a época do ano está, assim, associada a oscilações muito inferiores às registadas noutros pontos do país.

O inverno continua, por outro lado, a concentrar alguns dos períodos mais longos observados na análise. Em 2025, os apartamentos chegaram aos 111 dias em janeiro e fevereiro, enquanto março registou 59 dias. Nas moradias, fevereiro atingiu os 169 dias, face aos 120 dias de março e aos 121 dias de junho.

Não existe, por isso, uma única altura do ano com o mesmo comportamento para todos os imóveis. Em 2026, os apartamentos permanecem menos 20 dias anunciados na primavera do que no inverno, mas a diferença entre estações pode limitar-se a cerca de duas semanas em mercados como Lisboa e Porto ou ultrapassar os quatro meses noutros territórios. A tipologia e a localização continuam a ser essenciais para compreender o peso que a sazonalidade pode assumir em cada mercado.

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