Minho

CIM Cávado dá apoio político inequívoco à criação da Área Metropolitana do Minho

Os seis municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado manifestaram “apoio político inequívoco” ao processo de convergência territorial que vise a construção de uma futura Área Metropolitana do Minho, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a CIM do Cávado refere que o apoio “parte do reconhecimento de que as regiões desempenham um papel essencial na concretização dos objetivos de desenvolvimento sustentável e na construção de um futuro mais próspero para as comunidades, assente na cooperação intermunicipal e numa governação multinível”.

“O Minho já existe como realidade económica, social, cultural e humana. O que precisamos agora é de transformar essa realidade numa força política e institucional capaz de defender melhor os interesses das nossas populações e das nossas empresas. A união entre Cávado, Ave e Alto Minho não significa apagar identidades ou especificidades: significa somar forças, ganhar escala e construir uma voz mais forte para o Minho”, afirma o presidente do Conselho Intermunicipal da CIM Cávado, Mário Constantino.

A CIM Cávado sublinha que, pela Europa e pelo mundo, as regiões assumem diferentes configurações, competências e modelos de organização, refletindo a diversidade dos territórios e das comunidades que representam.

Neste contexto, entende que o aprofundamento da cooperação intermunicipal deve ser encarado como uma “oportunidade estratégica” para o Minho.

“O território minhoto tem demonstrado, ao longo do tempo, uma forte coesão e uma elevada capacidade económica. Trata-se de uma das regiões que mais riqueza gera para o país, com um Produto Interno Bruto por habitante de 23,1%, assumindo-se igualmente como o principal território exportador nacional, com uma intensidade exportadora de 49,8%, e mantendo uma taxa de desemprego reduzida, na ordem dos 7%”, lê-se ainda no comunicado.

Para a CIM, estes indicadores “demonstram a existência de uma base territorial sólida, sobre a qual pode ser construída uma nova dimensão de cooperação e representação institucional”.

A CIM considera que a criação de uma estrutura de escala superior permitirá potenciar as sinergias resultantes do ganho de escala e da eficiência administrativa, reforçando a capacidade de atração de investimento e de internacionalização do território.

Diz ainda que a articulação com as instituições de ensino superior, os centros de investigação, o setor empresarial e as entidades do conhecimento constitui, igualmente, uma vantagem estratégica para afirmar o Minho como território de inovação, competitividade e talento.

“Temos uma região com massa crítica, empresas competitivas, universidades, centros de conhecimento e municípios com capacidade para trabalhar em conjunto. Se conseguirmos colocar esta força coletiva ao serviço de uma estratégia comum, o Minho poderá ter uma capacidade de negociação e de influência muito superior à que cada território consegue alcançar isoladamente. É esse salto de escala que queremos começar a construir”, acrescenta Mário Constantino.

A CIM Cávado é constituída pelos municípios de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde.

A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.

“Este é um momento para aprofundar a cooperação e construir consensos em torno de uma visão comum para o território. A futura Área Metropolitana do Minho deverá, assim, resultar de um processo participado, assente na vontade dos municípios e na capacidade de articulação entre os diferentes territórios e instituições da região”, sustenta a CIM Cávado.

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