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Sinfonietta de Braga estreia a 2ª edição de re:opera – Ópera de elevador no Theatro Circo

A Sinfonietta de Braga estreia no dia 21 de outubro, às 21h30, no Theatro Circo, a 2ª edição de re:opera. Desta vez com o espetáculo Ópera de elevador, com música de Sofia Sousa Rocha, libreto de Edward Ayres de Abreu e Tatiana Bina e encenação de Manoel Candeias. O espetáculo seguirá depois para a Casa das Artes de Famalicão no dia 23 de outubro, às 21h30.

Após o sucesso da 1.ª edição em maio de 2025, dedicada ao Fado e da qual resultou a obra Belo é o destino desconhecido, esta nova produção, re:opera – Ópera do elevador, volta-se para o universo luso-brasileiro. A partir das temáticas da imigração, da pertença e das diferenças sociais e culturais, o projeto cruza a linguagem da ópera contemporânea com referências musicais brasileiras, num registo marcado pela sátira e pela comédia social. Em Ópera de elevador, quatro figuras cruzam-se num elevador de um centro comercial num encontro luso-brasileiro.

Entre desejos de subir, descer ou rumos incertos, uma avaria força o grupo a comunicar ou a ocupar o tempo em chamadas importantes, enquanto aguardam pelo técnico Ícaro Ascensão. Sob a direção musical de Rita Castro Blanco e direção artística de Joaquim Pereira, o elenco composto por Sara Braga Simões, Lilian Raquel, Mariana Fabião e Nuno Dias dá vida às personagens presas no elevador. A interpretação musical fica a cargo da Sinfonietta de Braga, num espetáculo que cruza drama, humor e reflexão sobre a convivência humana.

No projeto re:opera a música é uma linguagem infinita nos inúmeros dialetos que representa. Criando pontes entre universos musicais, re:opera propõe uma conversa em dois dialetos: a ópera enquanto género erudito e um estilo musical improvável. Uma conversa porque apresenta duas identidades e tradições distintas que, partindo de contextos diferentes, se escutam e informam mutuamente. Improvável porque é na diferença e no inesperado que a criatividade prospera; onde descobrimos quem somos e para onde queremos caminhar.

É deste modo que a ópera se afasta de uma visão cristalizada e elitista, ousando questionar-se e transformar-se neste laboratório de experimentação artística. O re:opera apresenta assim uma ópera consumida pela curiosidade, que pretende re:descobrir e re:imaginar as suas fronteiras, convidando novos estilos a visitarem a sua experiência como ponto de encontro das artes performativas.

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