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CHEGA Braga e CHEGA Barcelos reforçam posição conjunta na defesa do rio Cávado perante a eventual reativação da Mina da Borralha

O CHEGA continua a colocar a proteção do rio Cávado e dos recursos hídricos no centro da agenda política autárquica do distrito de Braga.

Depois das recentes intervenções do vereador Filipe Aguiar na Câmara Municipal de Braga e da deputada municipal Mónica Lopes, na Assembleia Municipal de Braga, foi agora a vez do deputado municipal do CHEGA em Barcelos, António Jardim, alertar para os impactos que a eventual reativação da Mina da Borralha poderá provocar muito para além do concelho onde se localiza.

Na sua intervenção na Assembleia Municipal de Barcelos, António Jardim recordou uma frase frequentemente utilizada pelos barcelenses: “Barcelos continua a viver de costas voltadas para o rio Cávado”.

O deputado municipal defendeu que essa realidade tem de mudar, lembrando que os problemas ambientais que afetam o rio Cávado não conhecem fronteiras administrativas.

Entre os vários crimes ambientais referidos na sua intervenção, António Jardim destacou precisamente a eventual reativação da Mina da Borralha, alertando que aquilo que acontece nos concelhos vizinhos pode ter consequências diretas para a qualidade da água, para o ambiente e para a qualidade de vida dos cidadãos de Barcelos.

A posição agora assumida em Barcelos reforça o trabalho desenvolvido pelos eleitos do CHEGA em Braga, que já haviam chamado a atenção para os riscos associados ao projeto mineiro, defendendo maior transparência, estudos independentes, monitorização permanente e a aplicação do princípio da precaução. A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu uma decisão favorável condicionada ao projeto, impondo medidas de mitigação e monitorização ambiental, precisamente devido aos potenciais riscos identificados.

Para o CHEGA, “a proteção do rio Cávado não é um tema exclusivamente de Braga, Barcelos ou Montalegre. Trata-se de uma causa comum a todos os municípios da bacia hidrográfica e que exige uma atuação articulada, responsável e determinada dos autarcas”.

O CHEGA reafirma que “continuará a acompanhar este processo em todas as Assembleias Municipais onde está representado, defendendo que a proteção da água, da saúde pública e do ambiente deve prevalecer sobre qualquer interesse económico quando subsistem dúvidas relevantes sobre os impactos do projeto”.

“A defesa do rio Cávado é uma responsabilidade coletiva. O CHEGA continuará a dar voz a essa preocupação, em Braga, Barcelos e em todo o distrito”.

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