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Eurobarómetro destaca a crescente utilização da IA nas empresas europeias

As empresas europeias dependem cada vez mais da inteligência artificial (IA). É o que resulta do último inquérito Eurobarómetro, publicado no dia 14 de outubro.

A publicação coincide com o Mês Europeu da Inovação no domínio da IA, que reúne decisores políticos, personalidades da indústria, do setor público e da área da investigação para debater e demonstrar a forma como a IA está a ser desenvolvida e aplicada em todos os setores industriais da UE.

A gestão algorítmica (AM) ou os sistemas automatizados referem-se a sistemas digitais que ajudam os gestores a organizar a mão de obra e/ou a apoiar decisões sobre as tarefas, os horários, o desempenho ou os recursos humanos. Estes sistemas podem, ou não, ser alimentados por IA e incluem tanto ferramentas que automatizam a tomada de decisões como ferramentas que formulam recomendações, sendo a decisão final tomada por pessoas.

De acordo com o inquérito, 42 % das pequenas e médias empresas (PME) e das empresas de média capitalização europeias consultadas já utilizam (IA e AM, a maioria das quais de forma limitada e experimental). 21 % planeiam fazê-lo no futuro. Para além da sua utilização no serviço ao cliente e nas relações com os clientes (47 %), a IA e a AM estão também a ser utilizadas por 36 % das empresas entrevistadas para monitorizar o desempenho e a produtividade. A logística, a gestão e os horários do pessoal (30 %) são também utilizações comuns. Além disso, uma clara maioria destas empresas europeias (61 %) afirma que a utilização da IA as ajuda a tomar decisões. 75 % das empresas inquiridas consideram que a IA e a AM melhorarão a qualidade do emprego. A maioria (90 %) afirma que são as pessoas quem toma as decisões, ao passo que apenas em 2 % dos casos as decisões são totalmente automatizadas.

De acordo com o inquérito, os elevados custos de investimento (50 %), a insegurança jurídica (49 %) e a falta de conhecimentos especializados (48 %) continuam a ser os principais obstáculos a uma maior aceitação. Quase metade (49 %) das empresas não confiam na inteligência artificial ou nos sistemas automatizados para tomar decisões relacionadas com questões relativas à mão de obra ou ao pessoal. Alguns destes obstáculos são objeto de tratamento nas regras da UE em vigor. Entre estas inclui-se o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e o Regulamento IA, que garantem a segurança, os direitos fundamentais e uma IA centrada no ser humano, apoiando simultaneamente a adoção, o investimento e a inovação no domínio da IA em toda a UE.

O futuro ato legislativo sobre empregos de qualidade aumentará a clareza para as empresas e protegerá melhor os direitos dos trabalhadores em relação à gestão algorítmica. Na segunda fase da consulta sobre o ato legislativo relativo a empregos de qualidade, os parceiros sociais da UE expressaram os seus pontos de vista sobre a ação da UE necessária neste domínio.

Antecedentes
Em fevereiro de 2025, realizou-se um inquérito sobre a inteligência artificial. De acordo com este inquérito, a maioria das pessoas na Europa considera que as tecnologias digitais, incluindo a inteligência artificial, têm um impacto positivo nos seus empregos, na economia, na sociedade e na qualidade de vida. 62 % dos europeus consideram que os robôs e a IA são positivos no trabalho e 70 % acreditam que melhoram a produtividade. Embora a maioria apoie a utilização de robôs e da IA para tomar decisões no trabalho, 84 % dos europeus consideram que a IA exige uma gestão cuidadosa para proteger a privacidade e garantir a transparência no local de trabalho.

O relatório anual sobre a Década Digital acompanha os progressos realizados na consecução das metas para 2030, uma das quais é que pelo menos 75 % das empresas da UE adotem a IA, a computação em nuvem ou os megadados. As estatísticas sobre a utilização da IA pelas empresas europeias estão disponíveis no Eurostat.

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