A eleição dos delegados do distrito de Braga à VII Convenção Nacional do CHEGA, realizada este sábado, terminou com uma diferença expressiva na representação de Vila Verde: segundo os dados apresentados por Álvaro Rocha, foram eleitos seis delegados do concelho pela Lista A, apoiada por Elisabete Rodrigues, contra apenas três pela Lista B, apoiada por Branca Malheiro.
A Convenção Nacional decorrerá nos dias 20, 21 e 22 de novembro, no Entroncamento. Embora a Lista B tenha vencido no conjunto do distrito, a Lista A assegurou o dobro dos delegados oriundos de Vila Verde, uma diferença que Álvaro Rocha considera “politicamente significativa para a estrutura local”.
Na sua avaliação, Elisabete Rodrigues conseguiu contrariar a estratégia do presidente da Distrital de Braga, Filipe Melo, a quem atribui a recente escolha de Branca Malheiro para coordenar o CHEGA de Vila Verde, em substituição de quem liderou a concelhia nos últimos anos.
Para Álvaro Rocha, este resultado “reforça o peso político de Elisabete Rodrigues e a importância do trabalho que desenvolveu no concelho. A representação alcançada pela lista que apoiou constitui, no seu entendimento, uma resposta clara à tentativa de desvalorizar o seu percurso e a equipa que a acompanha”.
O militante considera que a opção por Branca Malheiro fica politicamente questionada por esta diferença de representação. Na sua perspetiva, “a atuação de Filipe Melo revela uma postura ditatorial e absolutamente incompreensível, ao afastar uma dirigente cujo contributo para o partido em Vila Verde continua a considerar extremamente determinante”.
Álvaro Rocha defende que “a liderança distrital deve respeitar a diversidade de opiniões e valorizar o trabalho desenvolvido no terreno”. Sublinha ainda que “a nomeação para um cargo não confere, por si só, maior peso político, como provam claramente estes resultados”.
A eleição de seis delegados vilaverdenses pela Lista A constitui, assim, na sua leitura, “um grande reforço da posição de Elisabete Rodrigues e uma razão acrescida para que a sua voz deva ser sempre considerada nas decisões sobre o futuro do CHEGA em Vila Verde”.
