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CHEGA Braga denuncia vandalismo contra outdoor de André Ventura: «Não nos vão calar»

A Concelhia de Braga do CHEGA condena o ato de vandalismo praticado contra um outdoor político instalado na cidade, no qual o rosto de André Ventura foi riscado. Para o partido, “a gravidade deste episódio não se esgota no dano material: está em causa o respeito pela presença de diferentes forças políticas no espaço público”.

O CHEGA Braga considera que este ato merece “uma condenação clara, sem desculpas ideológicas nem relativizações. Destruir um cartaz não é apresentar um argumento. Riscar um rosto não é responder a uma proposta. É substituir o confronto de ideias pela danificação da mensagem de quem pensa de forma diferente”.

“A democracia não pode funcionar com dois critérios: um para proteger a expressão de uns e outro para desvalorizar os ataques à expressão de outros. A liberdade política não depende da simpatia que um partido desperta, nem pode ficar sujeita à aprovação dos seus adversários”.

O CHEGA Braga rejeita qualquer tentativa de branquear atos desta natureza sob o rótulo de “ativismo”.

“A contestação política é legítima; o vandalismo não se torna legítimo por invocar uma causa. Nenhuma convicção ideológica confere o direito de destruir a mensagem alheia. Não atribuímos este ato a quem não esteja identificado. Mas não confundimos prudência com silêncio: nenhuma causa desculpa a destruição, e nenhum rótulo de “ativismo” transforma intolerância em virtude. Exigimos uma condenação inequívoca, sem dois pesos e duas medidas. A gravidade do vandalismo não muda consoante o partido atingido”.

Esta exigência aplica-se também à extrema-esquerda: “o combate político que dirige à direita e aos conservadores não lhe confere qualquer licença para intimidar, destruir ou impedir a sua expressão. O mesmo princípio vale para todos, sem exceções. Não se atribui, porém, a autoria deste episódio a qualquer organização ou corrente política sem elementos que o sustentem”.

Aos responsáveis políticos e aos meios de comunicação social, o CHEGA Braga dirige “uma exigência de coerência: que atos desta natureza sejam tratados com o mesmo rigor, independentemente de quem é atingido. A condenação do vandalismo não pode variar consoante a identidade da vítima”.

Os autores e as circunstâncias deste ato deverão ser apurados pelas entidades competentes. “A nossa posição política é, entretanto, inequívoca: não aceitaremos que a destruição seja normalizada como forma de intervenção no debate público”.

A resposta do CHEGA Braga “será firme, institucional e democrática. Continuaremos a apresentar propostas, a contactar com a população e a defender as nossas posições, sem responder ao vandalismo com vandalismo ou à intolerância com intimidação. Podem danificar um outdoor. Não lhes cabe decidir quem tem voz. Em democracia, os adversários enfrentam-se no debate e nas urnas. Não se apagam à força do risco”.

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