Todo o plantel do FC Amares já está a treinar em pleno depois de um caso positivo com Covid-19 que obrigou dez jogadores e o fisioterapeuta a ficarem em isolamento profilático.
Foram 13 dias sem treinar aproveitados para alterar procedimentos e reforçar outros. O plantel regressou, condicionado, aos trabalhos no início da semana mas só dois treinos antes do jogo contou com todos os jogadores disponíveis.
“Foi um regresso normal, rápido e simples” revelou o treinador Hugo Ramos ao ‘Terras do Homem’. Fruto do “bom trabalho” realizado no passado e “dos princípios de jogo já apreendidos”, a retoma foi tranquila. “O único problema poderá ser a questão física, mas estamos preparados para lidar com isso”.
Sobre a atual situação, Hugo Ramos é taxativo: “quando iniciar a competição vou evitar falar sobre a realidade pandémica que vivemos porque vamos ter que viver com isso”.
Covid leva a restruturar procedimentos
O caso positivo de um jogador e que levou meia equipa a ficar em isolamento profilático foi a catapulta para a direção e estrutura técnica efetuarem alterações nos procedimentos dos treinos.
“Passamos a ocupar quatro balneários e restruturamos os grupos de trabalho”, revela Hugo Ramos. “Os jogadores que partilham a mesma boleia estão todos no mesmo grupo e os grupos estão feitos de forma a que se houver algum caso positivo o trabalho possa prosseguir sem interrupções e a equipa possa competir”.
O reforço das medidas de proteção, nomeadamente, a disponibilização de mais zonas com álcool-gel foi outra das medidas tomadas.
Marinhas primeiro adversário
O primeiro jogo, depois do adiamento das duas primeiras jornadas, na Pró-Nacional está marcado para o próximo sábado nas Marinhas. Duas equipas que se conhecem bem e que mantiveram a mesma linha de trabalho.
“Vamos entrar no campeonato não no nosso melhor índice físico, mas com muito trabalho que vem da época passada. Não vamos perder a nossa identidade de jogo, mas as condicionantes que possam surgir obriga-nos a preparar tudo ao pormenor, nomeadamente, ‘nuances’ que possamos ter que introduzir no decorrer da partida”.
Hugo Ramos reconhece que “a parte física é a grande incógnita” e elogia o trabalho que o Marinhas está a realizar. “O projeto deles assenta na formação do jogador local, num jogador ‘à Marinhas’ e independentemente dos resultados têm mantido essa filosofia e eu dou-lhes os parabéns por isso”.
Um trabalho que culminou com a ascensão à Pró-Nacional: “atingiram o seu objetivo sem abdicarem as suas ideias e dos seu projeto e isso é meritório”.
