O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa condecorou hoje, no Palácio da Belém, António Variações.
O irmão Jaime Ribeiro, que é advogado de profissão e representante legal de todos os herdeiros de
António Variações, foi um dos presentes na cerimónia.
O cantor, ainda hoje, é um ícone da música pop portuguesa, desde a década de 1980, apesar de terem decorrido 35 anos após a sua morte.
A cerimónia decorreu no Palácio de Belém, restrita à família, com a única exceção de um elemento da Comissão Promotora da Homenagem a António Variações.

António Variações foi condecorado, a título póstumo, como comendador da Ordem do Infante D. Henrique, tendo a distinção sido recebida por Jaime Ribeiro, um dos irmãos.
Sublinhando esta “justíssima homenagem comunitária”, Marcelo Rebelo de Sousa recordou “a capacidade quase única de conjugar a tradição e a modernidade”.
“Soube trazer a novidade, o cosmopolitismo de Londres e Amsterdão, à ousadia e provocação que lhe eram tão queridas”, disse o chefe de Estado.
Arrojado e irreverente, influenciado pelo fado, pela música popular e pelo pop rock, António Variações, barbeiro de profissão e artista de vocação, morreu aos 39 anos, em junho de 1984, deixando apenas dois álbuns editados e várias canções que se inscrevem na história da música pop portuguesa, como “Canção do engate”, “O corpo é que paga” e “Estou além”.
A vida e a obra musical de António Variações deu origem a uma peça de teatro, a um filme de ficção, biografias, exposições, espetáculos e um álbum de reinterpretações, pelo projeto Humanos.
