Um documento que começou, esta quinta-feira, a circular nas redes sociais e que antecipa o plano de desconfinamento “é falso”, garantiu fonte da Presidência do Conselho de Ministros ao Notícias ao Minuto. A “falsificação” será comunicada ao Ministério Público.
Em nota enviada às redações, o gabinete do primeiro-ministro refere também que “o suposto plano de desconfinamento, imputado ao Governo, consiste numa adulteração abusiva da tabela de desconfinamento divulgada em abril do ano passado”.
“Este documento não tem qualquer veracidade, não é da autoria do Governo, nem se baseia em qualquer trabalho preparatório, pelo que às informações constantes do mesmo não deve ser atribuída qualquer credibilidade”, pode ainda ler-se.
Com efeito, considerando a “desinformação e falsas expectativas que tal documento pode gerar”, assim como o “inerente risco para a saúde pública”, esta “falsificação será objeto de comunicação ao Ministério Público”.
À semelhança do que aconteceu no ano passado, no final do primeiro confinamento, “o Governo encontra-se a preparar os futuros passos de desconfinamento, que serão dados em devido tempo, em articulação com a estratégia de testagem e o plano de vacinação”.
No entanto, alerta o Executivo, “é inoportuno proceder nesta fase a qualquer apresentação ou discussão pública sobre o tema. Este não é ainda o momento do desconfinamento”.
O gabinete de Costa lembra ainda que, “tal como referido no projeto de decreto de Sua Excelência o Presidente da República, não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, neste contexto, as medidas de restrição dos contactos”.
