O Presidente da UF Vade, Carlos Cação, explicou ao primeiro-ministro António Costa impacto do estrangulamento das vias de comunicação no norte do concelho de Vila Verde.
É com renovada expetativa que a União de Freguesias do Vade encara a intervenção do primeiro-ministro de Portugal, António Costa, para que possa ser feita justiça a este território situado no norte do concelho de Vila Verde.
Conforme deu conta hoje em reunião do executivo da Junta, o presidente da União de Freguesias do Vade, Carlos Cação, teve a oportunidade de explicar ao primeiro-ministro António Costa “a urgência e necessidade extrema” de resolver as “enormes dificuldades de acessibilidades deste território rural e de baixa densidade”.
Os impactos da ausência de investimentos estruturantes do Estado são igualmente destacados num ofício entregue em mão ao líder do governo de Portugal.
A situação de estrangulamento provocada pelas atuais condições da EN 101, que atravessa todo o concelho, ligando o distrito de Viana do Castelo a Braga, representa a maior preocupação da União de Freguesias do Vade.
Uma preocupação agravada pelo impacto sobre o Parque Industrial de Gême, um dos principais polos de potencial criação de emprego e fixação dos jovens no norte do concelho. O mesmo acontece com as áreas de acolhimento empresarial a norte, como acontece nas freguesias de Gême, Coucieiro e União de Freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós.
Além disso, sublinha-se a imperiosa necessidade de avançar a prometida construção do prolongamento da variante do Cávado e variante à EN 101, de forma a melhorar a mobilidade no concelho que atualmente tem de ser feita com travessia permanente de núcleos urbanos.
A União de Freguesias do Vade salienta a importância de serem cumpridas as prioridades enunciadas no PRR: a redução das vulnerabilidades sociais, direcionando a sua ação para as pessoas e nas suas competências; o reforço do potencial produtivo nacional, procurando garantir condições de sustentabilidade e competitividade do tecido empresarial; a ambição de assegurar um território simultaneamente competitivo e coeso num contexto de adaptação às transições em curso – transição climática e digital.
“A bem de Portugal, o Plano de Recuperação e Resiliência deve assumir investimentos que representem uma verdadeira aposta na recuperação económica e no combate às assimetrias que se acentuam neste período de profunda crise em que Portugal, a Europa e o mundo se encontram mergulhados. Acreditamos, por isso, que o primeiro-ministro António Costa e o seu governo encararão os investimentos estruturais do concelho de Vila Verde como fundamentais para promover a coesão territorial, social e económica de Portugal”, refere Carlos Cação
