O recinto exterior do Santuário da Abadia, em Santa Maria de Bouro, foi o local escolhido pelo Partido Socialista de Amares para apresentar os seus candidatos às próximas eleições autárquicas. Emanuel Magalhães para a Câmara Municipal e Mónica Silva para a Assembleia Municipal encabeçam as respetivas listas, como já era do conhecimento público.
Numa iniciativa, como referiu o líder da concelhia e número dois à Câmara, Pedro Costa, que servirá de espelho para o resto da campanha: “responsável, em segurança, dando o exemplo, com mais contacto com as pessoas e menos aglomerados”.
Emanuel Magalhães centrou a sua intervenção “na gestão descuidada” dos últimos quatro anos dando exemplo de “postos de eletricidade tombados, bancos públicos partidos, locais sem qualquer tipo de intervenção. Não posso aceitar situações como estas”.

O candidato também “não aceita” que se tivesse gasto “100 mil euros em dois projetos para Praça do Comércio e depois decidiu-se fazer um na própria autarquia” e manifestou-se contra a intervenção das Infraestruturas de Portugal (IP) que prevê a pavimentação da entrada nacional entre a Ponte do Bico e Ferreiros: “primeiro é preciso tratar do subsolo substituindo a conduta de água. Se não for possível fazer tudo, que se faça faseado e se negoceie com a IP”.
Falando da falta de “rigor na gestão pública”, o candidato disse que não iria “resolver todos os problemas da água em um ou dois anos” e prometeu “investir na captação e mudar a conduta principal que está obsoleta”. Emanuel Magalhães disse que “não se podem aprovar projetos urbanísticos quando depois as pessoas, em determinadas alturas, não têm água em casa”.

Antes a candidata à Assembleia Municipal, Mónica Silva, prometeu “empenho e dedicação” caso venha a ser eleita, sessões da Assembleia “mais dinâmicas” e aproximando os eleitos dos eleitores com sessões descentralizadas em várias freguesias.

