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Exposição ‘Como plantar um penedo’ do coletivo Campanice inaugura no Palácio Vila Flor a 2 de abril

Embalado pela primeira lua nova do mês de abril, o Palácio Vila Flor é o espaço que dá a conhecer “Como plantar um penedo” do coletivo Campanice – composto pelos artistas ACCA, Carlos Mensil, Carolina Grilo Santos, Diana Geiroto, Francisco Venâncio, Francisco Moura Relvas, Jorge Lourenço, Patrícia Geraldes, Paulo Mariz e Rúben Fernandes –, uma exposição emergida a partir da pesquisa, investigação e criação em torno do território de Guimarães.

A inauguração acontece no dia 2 de abril, pelas 18h00, com acesso gratuito. A manhã seguinte tem agendada uma visita orientada, às 11h00, que convida a conhecer com maior pormenor a exposição, pelas mãos da equipa de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina.

No projeto artístico “Como plantar um penedo”, o coletivo Campanice explora, em formato de residência artística de prospeção e pesquisa no território, a apropriação de histórias recolhidas para a desconstrução da ideia de permanência e imobilidade. Num processo criativo heterogéneo, permeável tanto à contaminação do outro como da atmosfera do lugar, apresentam uma série de trabalhos originais que abordam criticamente contos ancestrais ou contemporâneos.

Em Guimarães desde janeiro, o coletivo portuense protagonizou momentos de recolha que tiveram como propósito o processo de criação desta exposição que o grupo se prepara para apresentar, a partir do próximo dia 2 de abril, no Palácio Vila Flor.

Este grupo de artistas, atualmente composto por onze elementos, carateriza-se sobretudo pelos trabalhos autónomos e diferentes linguagens de cada um, e tem produzido trabalho desde 2016, desde o Porto, onde partilham um estúdio na zona do Bonfim. Daqui desenvolvem várias iniciativas que se encontram inscritas no circuito cultural da cidade como os projetos “Linha Amarela” ou “Campacine”, organizando pontualmente momentos de abertura ao público, em modo open studio, onde reúnem pares da prática artística e a comunidade interessada em torno dos trabalhos e da essência de coletivo.

A leveza, mutações e atividades deste grupo, que são também a sua respiração e batimento, além da relação informal que tem mantido com outros espaços semelhantes, fazem do Campanice um importante artist-run space reconhecido da cidade do Porto.

Em Guimarães, através de um conjunto de visitas ao território, os artistas procuraram motivos de relação com lendas e mitos – que podem com facilidade encontrar-se na região – através de histórias gravadas na memória dos vimaranenses. Tendo em perspetiva a construção de uma narrativa – individual ou coletiva – para a exposição “Como plantar um penedo”, visitaram lugares com forte carga identitária, como a Penha ou São Torcato, e estabeleceram contactos com as comunidades ligadas às indústrias que fazem parte da matriz transformadora do concelho.

Após a inauguração, a manhã de domingo, 3 de abril, convida-nos a todos a navegar novamente por este espaço para uma visita à exposição com a orientação de Luísa Abreu, da Educação e Mediação Cultural d’A Oficina. Esta visita tem início marcado para as 11h e duração aproximada de 90 minutos.

Sendo dirigida a maiores de 6 anos de idade, a participação tem o custo de 2 euros e requer inscrição prévia através do e-mail mediacaocultural@aoficina.pt ou do tlf. 253 424 716.

A mostra “Como plantar um penedo” ficará patente no Palácio Vila Flor – edifício secular que acolhe a programação de artes visuais do Centro Cultural Vila Flor – até 4 de junho, podendo receber visitantes de todas as idades de terça a sexta das 10h00 às 17h00 e ao sábado das 11h00 às 18h00.

Os bilhetes para acesso à exposição têm o valor de 2 euros ou 1 euro com desconto. Esta e outras informações alusivas à programação cultural d’A Oficina podem ser consultadas online em aoficina.pt e ccvf.pt.

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