O restaurante Torres em Vila Verde vai ser o local de acolhimento do jantar das cabidelas, uma iniciativa que se realiza pela primeira vez na região e que junta alguns dos chefes mais famosos de Portugal. Organizado pela Ordem da Cabidela, o jantar vai receber 150 pessoas e as inscrições estão praticamente encerradas. A Câmara de Vila Verde e a Associação Empresarial de Braga são parceiras na iniciativa.
Segundo Fernando Torres, o rosto por detrás da iniciativa, “foi difícil convencer chefes de Lisboa a virem a Vila Verde”, o repasto está marcado para dia 28 de abril, dia em que “o restaurante está fechado porque, assim, a cozinha fica disponível para eles puderem elaborar os seus pratos com mais à vontade”. O custo da refeição com tudo incluído é de 55 euros.
São seis os chefes convidados a participar com as suas cabidelas. Assim, António Bóia do restaurante JNcQuoi de Lisboa irá apresentar uma empadinha de cabidela de galo, António Loureiro do ‘A Cozinha’ em Guimarães, a cabidela de pombo, José Vinagre de Braga uma harmonização do pica, da cabidela e dos legumes, Carlos Torres do ‘éLeBê’ do Porto uma cabidela de vitela, José Júlia do restaurante Tombalobos de Portalegre uma cabidela de favas e Martinho Freitas do Torres de Vila Verde uma cabidela de pica no chão.
Maria Augusta Torres, criadora da receita de cabidela do pica do chão do Restaurante Torres irá ter honras de abertura. A acompanhar as cabidelas vários vinhos do Douro e do Minho.
Uma novidade na sobremesa
O restaurante Torres medalhado com medalhas de ouro tem clientes vindos de vários pontos do país. Para o jantar das cabidelas irá apresentar, uma novidade na sobremesa: o travesseiro do Abade criado pela irmã de Fernando Torres, Isaura Torres. Outra das particularidades do jantar será a participação de Augusto Canário e Cândido Miranda que irão animar o serão, naquilo a que se intitulou de ‘Cabidela de Letras’.
Rui Marques da Associação Empresarial de Braga elogiou a iniciativa que “valoriza e prestigia a nossa gastronomia num evento de excecional qualidade”. Uma das ‘virtudes’ apontadas por Rui Marques está no facto de “este ser um evento com uma tradição muito vincada, mas que estimula e fomenta, ao mesmo tempo, a inovação e a criatividade preservando a memória”.
O responsável da AEB apontou três caraterísticas diferenciadores do jantar: “uma experiência gastronómica de excecional qualidade, juntar tantos chefes de qualidade de origens distintas e ser incomum acontecer a Norte de Coimbra”.
Para Rui Marques, a gastronomia “é um ativo da região que passou por um período de dificuldade durante a pandemia”. Agora, o próximo passo, é fazer uma programação gastronómica “com esta qualidade, coisas diferentes, fora da caixa para que possamos atrair novos consumidores”.
Certificação
Com o processo de certificação do pica no chão em andamento, a autarquia de Vila Verde através do Vice-Presidente, Manuel Lopes, congratulou-se com o jantar “de grande qualidade, com chefes de renome que irão fazer uma cabidela de diferentes formas, trazendo um novo impulso para o setor na região”.
Em Vila Verde, a “restauração resistiu à pandemia e, agora, está a reerguer-se com estas iniciativas realizadas com produtos locais, um estímulo à produção do nosso concelho”. Com a marca Porto e Norte de Portugal e de Vila Verde, em particular, Manuel Lopes espera que “este evento possa ser replicado no futuro”.
