Amares

Revisão de critérios pode ajudar Amares a ser território de baixa densidade

O Município de Amares vai avançar com um novo estudo com vista à revisão de território de baixa densidade. Na última reunião da Associação Nacional de Municípios, onde esteve presente o presidente da câmara, o assunto motivou discussão entre os autarcas.

Da reunião saiu uma proposta para a revisão dos atuais critérios que definem os territórios. Contactado pelo ‘Terras do Homem’, Manuel Moreira diz ter saído satisfeito do encontro: “vamos agora fazer um novo estudo levando em conta os novos critérios. Estou muito empenhado nesta questão porque é importante para o concelho, para a sua competitividade em relação aos concelhos vizinhos e mesmo em termos de candidaturas a fundos comunitários”.

Nesta altura, só apenas quatro freguesias (Bouro Santa Marta, Goães, União das freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos e União das freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas) é que são consideradas territórios de baixa densidade. “Para termos esse estatuto, temos que ter 50% do concelho debaixo dessa designação”.

O facto dos concelhos limítrofes de Amares como Vila Verde, Terras de Bouro ou Póvoa de Lanhoso serem territórios de baixa densidade, “prejudica o concelho porque, cada vez mais, as candidaturas de projetos a fundos comunitários levam em conta estas questões das assimetrias e da baixa densidade”.

O processo de revisão vai ser desenvolvido dentro dos serviços da autarquia, mas terá depois de ser avaliado e corrigido (caso seja necessário) por uma entidade nacional.

Não há uma definição concreta do que é um território de baixa densidade uma vez que a abordagem assenta em multicritérios desde a densidade populacional, a demografia, o povoamento, as características físicas do território, as características socioeconómicas e acessibilidades, indicadores que definem territórios de baixa densidade.

Deixe um comentário