A CDU realizou esta sexta-feira, um Comício no Jardim da Alameda, em Guimarães, e um Convívio, hoje, no Parque de Merendas de Merelim S. Paio, em Braga. Foram muitos os que corresponderam ao apelo da CDU e participaram nestas iniciativas de verão.
Em Guimarães, depois do momento musical levado a cabo por Jorge Lomba, em nome da Juventude CDU, João Luís, alertou para o agravamento da situação para os jovens. “Os problemas com que os jovens se deparam são cada mais difíceis. O governo do PS finge ignorar a precariedade laboral, os baixos salários, os problemas nas escolas e instituições do ensino superior. É necessário que deixe empurrar os mais jovens para uma vida de instabilidade e incerteza.”
De seguida, Bruna Alves tomou a palavra em nome do Coletivo da CDU de Guimarães e destacou os temas da Habitação e Mobilidade. A dirigente referiu “Guimarães padece de histórico défice de habitação. Défice histórico em todos os segmentos. Faltam casas para arrendar e mesmo as construídas para venda não satisfazem as necessidades. Em consequência, as rendas são insuportáveis para quem vive com os salários-mínimos da têxtil e afins, ou com as baixas reformas. Esta realidade social ajuda a perceber que Guimarães não atrai nem fixa a população jovem. O modelo seguido pelo município tem sido o esperar que o mercado cumpra o papel que no liberalismo lhe está confiado”.
Adiantou ainda “exigimos a municipalização dos TUG – Transportes Públicos de Guimarães, único modelo de gestão que possibilita uma intervenção camarária de acordo com as conhecidas necessidades de transportes mais baratos, mais confortáveis e fiáveis, mais frequentes e mais pontuais, alargados a todo o concelho. (…) A proposta do PCP de aposta no transporte ferroviário, nomeadamente com a construção da ligação direta entre Guimarães e Braga é da maior urgência. É inaceitável que a situação atual de demora de mais de, pelo menos, 1h15 neste percurso.”
Em Braga, usou da palavra Carmindo Soares, Presidente da União de Freguesias de Merelim S.Paio, Panóias e Parada de Tibães, que destacou a intervenção da CDU na autarquia e a necessidade de investimentos que a maioria municipal PSD/CDS/Aliança tarda em realizar.
Em nome da Comissão Concelhia do PCP, Tânia Silva, realçou a intervenção distintiva da CDU no concelho, citando os exemplos da defesa de investimento no Hospital de Braga, a proposta de re-municipalização da AGERE e a constante ligação aos problemas concretos das populações.
Realizando as intervenções de encerramento de ambas as iniciativas, Belmiro Magalhães, da Comissão Política do Comité Central do PCP, destacou o aumento do custo de vida e as consequências da especulação na vida das pessoas.
“De facto, a vida está cada vez mais difícil para a grande maioria dos que vivem e trabalham neste País. O custo de vida galopa a cada mês, aumentando tudo o que são bens essenciais e imprescindíveis à vida de cada um e de todos. Estes dias conhecemos a taxa homóloga da inflação de Julho, que apresenta uma nova subida, um novo salto para 9,1%, prosseguindo uma tendência que temos vindo a conhecer desde meados do ano passado. Um rumo, onde está presente uma brutal especulação promovida pelo grupos económicos nacionais e transnacionais que floresceu à sombra da epidemia e que cresceu desmesuradamente a pretexto da guerra e das sanções. Sanções que povo paga e está a pagar dolorosamente, enquanto uma minoria acumula milhões de lucro. Minoria que conta com a conivência e complacência do Governo PS que se fica pela propaganda e pouco ou nada faz no que é essencial, tal como conta com o silêncio e apoio do conjunto das forças retrógradas e reacionárias do PSD, CDS, IL e Chega que apontam sempre para esconder e encobrir não só os mecanismos de exploração impostos pelo grande capital pela via da formação dos preços, mas também da exploração do trabalho em geral e que está na origem do crescimento das dificuldades e desigualdades. É inquestionável que face ao agravamento da situação económica e social o País não pode ver adiadas por mais tempo medidas de emergência que há muito deviam estar em execução pelo governo para combater esta desastrosa evolução da situação nacional. Está na hora de travar a especulação e controlar os preços. Está na hora de repor o poder perdido pelos salários e pelas reformas. Está na hora de enfrentar esta exploração desmedida do trabalho e do nosso povo que está em curso e que o grande capital e as forças que o apoiam aspiram a levar mais longe, relançando o seu projeto de retrocesso social que nunca abandonaram. Os problemas exigem uma resposta imediata. Exigem que o governo deixe de dar voz e acolhimento às exigências do grande patronato e às orientações de contenção salarial do Banco Central Europeu e da União Europeia. É tempo de parar com a patranha vendida pelos grandes centros do capitalismo internacional e que o governo assume e difunde que acusa a valorização dos salários de alimentar a chamada espiral inflacionista. É preciso assumir o aumento dos salários como uma emergência nacional, desde logo para enfrentar o aumento do custo de vida”.
As iniciativas de Verão da CDU terminaram com o convite à participação na Festa do Avante!, a ter lugar já nos próximos dias 2, 3 e 4 de Setembro, e um apelo à compra antecipada da EP- Entrada Permanente, que se encontra à venda por apenas 27€.
