Amares

Problemas na recolha do lixo continuam em Amares mesmo com reforço de funcionários

O vereador do PS, Pedro Costa, levou o problema do lixo para o período antes da ordem do dia na reunião do executivo municipal. “Uma preocupação de toda a gente. A população triplica nestes meses e o serviço está caótico”, referiu o vereador.

Se Pedro Costa reconheceu que a greve da Braval trouxe enormes problemas na recolha seletiva de resíduos, vulgo ecopontos, ainda assim, “há um acumular de lixo que é visível e que se está a tornar um problema de saúde pública”.

Ao presidente da câmara, Pedro Costa questionou sobre o reforço de meios anunciado pelo autarca e como estava a correr o teste de recolha porta a porta.

Manuel Moreira não escondeu que “houve, há e haverá um problema na recolha de lixo, sobretudo nos meses de agosto e setembro, um problema que nos preocupa a todos”. O autarca revelou que há 12 elementos afetos, apenas, à recolha e mais um camião na estrada.

“O problema não é o lixo doméstico, o problema é que as pessoas colocam todo o tipo de resíduos, de forma ilegal. Nós recolhemos de forma gratuita aquilo a que se chama de monos, mas as pessoas continuam a depositá-los junto aos contentores”, referiu.

Nem o reforço dos contentores resolve o problema: “há pessoas que esperam que o camião passe para irem depositar o lixo enchendo os contentores”. Uma maior fiscalização poderá ser uma realidade no futuro, mas, para já, vai avançar uma campanha de sensibilização dando conta dos horários e das coimas.

A recolha porta-a-porta, como foi reconhecida por todos os vereadores, deverá começar a ser testada em setembro: “agosto não é o mês ideal para isso, porque iríamos sobrecarregar os nossos funcionários em termos de horários já que terá de ser feita de forma mais lenta e porque ficaríamos com uma perceção diferente da real por termos o triplo das pessoas em agosto”.

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