Um manuscrito raro de Erasmo de Roterdão sobre a preparação para a morte encomendado por Ana Bolena é um dos grandes destaques da Aqualibri de Vila Verde, hoje, tornada pública.
A AquaLibri é um projeto da Rede Intermunicipal de Leitura Pública da CIM Cávado, desenvolvido com o apoio da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas (DGLAB). Tem como objetivo disponibilizar digitalmente documentos que retratam a história e o devir das comunidades dos seis municípios da Comunidade Intermunicipal do Cávado, incluindo livro antigo, coleções de jornais, fotografias, postais, manuscritos ou filmes.
“É um projeto conjunto, no âmbito da CIM-Cávado, que criou uma sinergia interessante ao nível dos vários Municípios e funciona como repositório, como instrumento extraordinário para memória futura daquilo que são as nossas memórias, dos documentos que contam a história de um povo”, como explicou a Presidente da câmara de Vila Verde, Júlia Fernandes.
Na comunidade “Biblioteca Prof. Machado Vilela”, os vilaverdenses encontrarão, a título de exemplo, “A Folha de Villa Verde” o jornal mais antigo do concelho, mas também as décadas iniciais do quinzenário “O Vilaverdense” e do “Jornal da Vila de Prado”, as obras do Prof. Machado Vilela e parte da sua biblioteca particular, fotografias da fauna, flora e património do concelho, monografias locais e muitos outros documentos de valor nacional e internacional.
Para esta biblioteca digital todos podem enviar os seus documentos, as fotografias, os registos sonoros ou visuais que contribuam para a memória do concelho. “Todas as novas gerações cada vez leem menos, mas onde o digital está muito presente e ao alcance de um clique e, por isso, estamos mais perto destas gerações digitais.
Com acesso livre e disponível, este “é um projeto que não está fechado, vai sendo atualizado e tendo cada vez mais informação”, acrescentou a autarca.
Contando já com a colaboração da comunidade local, a AquaLibri é um projeto de cidadania que pretende envolver pessoas, famílias e instituições no seu crescimento e enriquecimento, disponibilizando documentos dos arquivos pessoais e familiares, ou coleções bibliográficas privadas para digitalização.
Esta colaboração é já uma realidade, expressa na cedência de exemplares do “Jornal da Vila de Prado” pela Casa do Povo de Prado, de documentos do seu arquivo histórico pela Associação Jurídica de Braga (que teve como presidente o Prof. Álvaro Machado Vilela), de fotografias pelo fotógrafo amador António Moreira, ou ainda de documentos do arquivo familiar dos descendentes de Manuel José de Oliveira, ilustre médico e republicano de Marrancos.
