Amares

EB 2/3 e Secundária de Amares encerradas por greve dos professores

As Escolas 2/3 e Secundária de Amares não abriram, hoje, portas, por causa da greve dos professores convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P). O pessoal não-docente junta-se a essas paralisações. Segundo números recolhidos pelo ‘Terras do Homem’, a greve ronda os 99% nos dois locais de ensino, quer em professores quer em pessoal não docente.

Nos seis centros escolares, há várias perturbações no seu normal funcionamento.

No próximo sábado, os docentes vão concentrar-se em frente às câmaras municipais de todas as capitais de distrito. Já a 14 de janeiro terá lugar, em Lisboa, uma “marcha nacional pela escola pública”, estando já o S.T.O.P a mobilizar a comunidade educativa, professores, pessoal não-docente, alunos e encarregados de educação para marcar presença na capital.

A FENPROF também está na luta e convocou greves por distrito, entre os dias 16 de janeiro e 8 de fevereiro. Entretanto, apelou aos professores para que “se mantenham unidos e lutem com o objetivo de derrotar as intenções do Ministério da Educação e valorizar a sua profissão”. Pedido semelhante ao do coordenador do S.T.O.P, André Pestana, que promete não baixar os braços até que o ministro da Educação, João Costa, ceda às reivindicações dos professores.

Embora os docentes já estivessem descontentes com as condições da profissão, os protestos subiram de tom após o Ministério da Educação ter apresentado às estruturas sindicais propostas de alteração nos concursos, manifestando a intenção de se criarem procedimentos municipais de colocação de professores.

Desta forma, a colocação e contratação de docentes passaria a ser feita por conselhos locais de diretores e em função dos perfis dos professores. Contudo, João Costa tem negado que estas mudanças se possam traduzir num processo de “municipalização” dos concursos de professores e tem acusado quem o afirma de estar a mentir.

Os concursos onde os professores defendem uma gestão e recrutamento pela graduação do profissional, sem perfil ou mapas e sem gestão por parte dos municípios; a recuperação do tempo de serviço congelado entre 2011 e 2017; justiça na progressão na carreira e ajudas de custo para deslocados, uma vez que os professores progridem e sobem de escalão, vendo o vencimento aumentado, a cada quatro anos de serviço. Contudo, a progressão para os 5.º e 7.º escalões depende de vagas de acesso; atualização de vencimentos; avaliação do Desempenho Docente (ADD) mais “justa”; mais respeito pela figura do professor e a burocracia excessiva estão entre as reivindicações dos professores.

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