O compositor alemão Sven Helbig na antecipação do festival Respira, as brasileiras Agnes Nunes e Mari Froes, Carminho em digressão do álbum “Portuguesa” e Dino D’Santiago a abrir o novíssimo “Paraíso” são as propostas musicais que, juntamente com um mês de março recheado de teatro e a estreia do projeto “Sangue Suor” em dia de 108.º Aniversário, compõem a programação de março e abril do Theatro Circo.
Protagonizada pelas estrelas do teatro brasileiro Miguel Falabella e Danielle Winits, a comédia “A Mentira” abre a programação de março do Theatro Circo, com apresentações diárias que se estendem do dia 1 ao dia 5. Reflexão leve e divertida sobre os limites da sinceridade e da lealdade nas relações pessoais, “A Mentira” abre um diálogo instigante sobre a verdade, traçando um paralelo com a realidade onde não se sabe mais o que é verdade e o que é mentira.
A 8 de março, o pianista residente Luís Magalhães regressa à “Casa de Partida”, desta vez, em formato Quarteto com Piano. Dando continuidade à exibição da rica tradição da música de câmara, neste concerto Luís Magalhães junta-se a Gwendolyn Masin (violino), Razvan Popovici (viola) e Kyril Zlotnikov (violoncelo) para interpretar obras de Schumann e de Taneyev.
De 9 de março a 1 de abril, quinta a sábado (14h30 às 18h30), a arte cénica marca presença no Theatro Circo sob a forma de exposição. “Figurinos! Em Cena!” traz para o Salão Nobre criações da figurinista Cláudia Ribeiro que se destaca pelo trabalho desenvolvido com os mais diversos autores e em artes performativas tão diversas com o teatro, música, ópera, ballet, televisão e cinema.
A 10 de março, Jozef Van Wissem apresenta na sala principal a banda sonora que compôs para o filme “Nosferatu” (1922) a convite da Cinemateca francesa. A acompanhar a exibição de “Nosferatu”, a banda sonora percorre territórios minimalistas ambientais, feitos de sons de alaúde e guitarra elétrica de 12 cordas processados por uma panóplia de pedais de efeitos.
Compositor alemão com obra publicada em etiquetas de referência, Sven Helbig chega a Braga a 18 de março para um concerto de antecipação do festival Respira em que um ensemble de piano, violino, viola e violoncelo complementará a sua eletrónica. Na bagagem, o compositor que se destaca pela sua visão modernista, trará não apenas o mais recente álbum “Skills”, mas também peças chave que nos transportarão pela sua brilhante carreira.
A 30 e 31 de março, o coletivo SillySeason fecha a programação do mês com “Rei Édipo”, uma encenação que parte do “cânone ocidental” do mito edipiano de Sófocles para a contemporaneidade, permitindo uma reinterpretação e reescrita do tempo presente.
Abril chega ao Theatro Circo pelas vozes das brasileiras Agnes Nunes e de Mari Froes (1 de abril). Reconhecida como um dos maiores nomes da nova geração da MBP, Agnes Nunes transita entre géneros musicais como a MPB, o forró e o blues. A primeira parte do concerto fica a cargo de Mari Froes, artista goiana que traz composições que carregam uma identidade singular ao transitar pelos ritmos brasileiros com sensibilidade e perspicácia.
As Oficinas para Tempos Disponíveis regressam ao Theatro Circo em plenas férias letivas da Páscoa. Assim, a 4 e 5 de abril, os mais novos são convidados a dar asas à imaginação com as oficinas “Um Diário Gráfico no Theatro” e “Colamos o Theatro?”
A 14 de abril, Carminho apresenta-se no Theatro Circo com “Portuguesa”, sexto disco da carreira de uma das maiores vozes do fado. Numa busca pelo aprofundamento do seu pensamento sobre o fado, Carminho explora várias combinações dentro dos cânones, repensando a forma e movendo-se como peixe numa água que é a sua.
Produzido pelo Theatro Circo, o espetáculo infantil “Nuvens” apresenta-se em estreia de 19 a 22 de abril (19 e 20, sessões para escolas; 22 sessão para público geral). Destinado a crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos, “Nuvens” é o novo projeto de Joana Araújo e Ricardo Baptista, criadores de UMI – Música para Bebés, que contam agora com a direção artística e realização de Maria Mónica.
A 21 de abril o Theatro Circo cumpre o seu 108.º Aniversário com a estreia da banda Sangue Suor. Composta pelos bateristas Rui Rodrigues, Ricardo Martins e Susie Filipe, “Sangue Suor” surgiu a partir de um convite do Theatro Circo a Rui Rodrigues para criação de um tema comemorativo do aniversário em 2021. Passados 2 anos, Sangue Suor evoluiu para um espetáculo e para o lançamento conjunto de um disco. Um momento raro no panorama musical português, elevando a importância da percussão e de três importantes bateristas na busca de liberdade criativa, novos sons, fúria, desassossego, fusão e experimentação.
A 22 de abril, Dino D’Santiago, figura central da música portuguesa que trabalha a tradição cabo-verdiana com o peso contemporâneo da eletrónica global, abre a primeira edição do “Paraíso”, lugar ideal na abertura à música urbana, afrodescendente e lusófona.
Resultado da vontade de abrir um novo ciclo na programação nacional de teatros municipais, promovendo um espaço de diálogo, através de espetáculos ao vivo, e conversas/debates que reflitam os temas da negritude na música urbana nacional, a abertura do ciclo “Paraíso” conta ainda com uma conversa organizada pela Bantumen (22 abril, 18h00) que tem como tema “O Bairro Venceu – como ultrapassar os estereótipos e trilhar um caminho em direção ao sucesso” e que terá também a participação Dino D’Santiago.
