Minho

CDU preocupada com situação dos pescadores de Esposende por causa das eólicas off-shore

Uma delegação da CDU com a participação de Mariana Silva e Ana Cabeleira, dirigentes nacionais do Partido Ecologista Os Verdes, e de Isabel Novais, da DORB do PCP, e Manuel Laranjeira, da Comissão Concelhia de Esposende do PCP, visitou a Associação de Pescadores Profissionais de Esposende. No encontro foi possível abordar o processo de exploração das eólicas off-shore, o problema da Barra de Esposende e a situação dos pescadores.

Relativamente à questão dos Parques de Eólicas no mar, estando prevista a instalação de diversos parques a sul e a norte de Esposende, a CDU quis ouvir dos pescadores a sua apreciação sobre esses projetos e sobre as consequências para a sua atividade da instalação destas infraestruturas. “Foi possível perceber que ainda existe pouca informação sobre o assunto, mas que as preocupações são muitas. Por isso, a CDU tem estado muito atenta ao evoluir da situação e defende que é necessário envolver todos os interessados, apurar quais as consequências, bem como as repercussões ambientais, assegurando que estas estruturas não são implantadas à custa seja da pesca artesanal, seja da vida das populações”, diz o partido em comunicado.

Mereceu também destaque a situação da Barra de Esposende. A CDU recordou que em 2016, o PCP apresentou uma iniciativa legislativa que recomendava “a adoção de medidas necessárias para garantir a melhoria das condições da Barra de Esposende, designadamente a reconstrução do molhe norte, a intervenção na barra, a dragagem do canal de navegação, a reposição da restinga, bem como que na elaboração e execução do projeto fossem tidas em conta as várias dimensões a considerar – a ambiental, social, de segurança e proteção civil”.

A iniciativa foi aprovada em fevereiro desse ano, dando origem à Resolução da Assembleia da República em que recomenda ao Governo a construção da barra marítima de Esposende. A CDU tem colocado a necessidade de se executar o que está previsto nesta mesma resolução, mas tem-se confrontado com bloqueios de PS, PSD e CDS para a sua concretização efetiva.

“A persistência da situação prejudica bastante a comunidade piscatória do concelho, que enfrenta enormes dificuldades devido às condições de permanente assoreamento da barra e do canal de navegação, as quais impedem o exercício da atividade profissional e condicionam a segurança das embarcações”.

Ficou reforçada a ideia de que “é necessário o desassoreamento da barra e do leito do rio Cávado, bem como é indispensável um plano de intervenção permanente, visando minimizar os impactos negativos na vida dos pescadores de Esposende”.

O PCP e PEV defendem que “é fundamental dotar o Estado de capacidade de intervenção continuada nesta matéria através da criação de uma empresa nacional de dragagens, de forma a assegurar ao Estado um instrumento que responda eficazmente à resolução dos problemas de assoreamento das barras nacionais”.

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