A resolução de um processo antigo sobre a separação de pais e filhos na fronteira, decidida na presidência de Donald Trump, impede o governo de fazer separações similares nos próximos oito anos.
Os serviços da Casa Branca fizeram saber que a decisão também concede benefícios, como a probabilidade de os pais poderem ir para os EUA e aí trabalharem.
A resolução do assunto alcançada entre o governo de Biden e a Unirão das Liberdades Civis Americana, uma organização não governamental, que tem representado as crianças separadas das suas famílias, anda tem de ser aprovada por um juiz.
Mas se for formalizada, pode tornar muito mais difícil para qualquer governo dos EUA ressuscitar uma das táticas mais controversas para parar a imigração na fronteira sul.
“É nossa intenção de fazer o que pudermos para garantir que a crueldade do passado não é repetida no futuro. Avançámos com procedimentos através deste acordo de resolução para adiantarmos este esforço”, disse o secretário do Departamento de Segurança Interna (DSI), Alejandro Mayorkas, à AP.
O governo de Trump separou milhares de crianças dos seus pais ou cuidadores com quem estavam a viajar, quando avançou para a acusação de pessoas por travessia ilegal da fronteira sul.
Segundo estatísticas divulgadas pelo DSI em fevereiro 3.881 crianças foram separadas das famílias entre 2017 e 2021.
Destes, 74% já foram reunidas com as famílias.
