O executivo municipal de Amares discutiu, hoje, o plano de atividades e orçamento para 2024. Um documento ascende a 22 milhões e 700 mil euros e que mereceu o voto contra dos dois vereadores do PS.
O presidente da câmara de Amares começou por dizer que “num ano de transição de quadros comunitários assumimos, com fundos próprios do Município, cerca de 9 milhões de euros de investimento para a execução de projetos que vão ao encontro dos compromissos que assumimos com Amares e com os Amarenses. Construímos este orçamento com muita ambição e convicção nos passos que temos dado para o desenvolvimento, promoção e projeção do nosso concelho”.
Os projetos previstos contam-se a execução do Pavilhão Multiusos de Amares, uma estrutura que, efetivamente, faz falta para as dinâmicas culturais e desportivas do nosso Concelho com uma verba de 1 milhão e 500 mil euros para levar a cabo este objetivo tão ambicionado.
Intervenções em estradas e caminhos municipais, de acordo com o levantamento e planeamento de necessidades, num valor de 1 milhão e 200 mil euros. No próximo ano será submetida a candidatura para Requalificação da Escola Secundária de Amares, “um objetivo que nos une a todos e a todas”.
A melhoria no sistema de abastecimento e distribuição de água está contemplada com uma verba de 1 milhão e 200 mil euros destinada à conduta de água em Lago; mais 0,5 milhão para a conduta do Pilar à Torre. Em 2024 está projetada uma intervenção de limpeza exterior e arranjo da cobertura dos Paços do Concelho (150 mil euros), bem como uma intervenção de limpeza exterior e arranjo da cobertura dos Paços do Concelho (150 mil euros).
A autarquia vai ainda avançar com o concurso para a prestação de serviços na Recolha dos Resíduos Sólidos Urbanos (com a previsão de um valor na ordem dos 500 mil euros). Para as freguesias estão reservados cerca de 1 milhão e 400 mil euros.
Oposição
O vereador Emanuel Magalhães salientou alguns aspetos positivos como a previsão de construção de uma ETA, “desafio que tem que ser abraçado por todos”, mas deixou, também, algumas preocupações: “despesa corrente com recursos humanos é 44% do valor total: “não é de agora este aumento, mas vai-se agravar no futuro e irá hipotecar esse futuro se nada for feito. Onde vamos tirar dinheiro para pagar as despesas com recursos humanos?”.
A falta de liquidez para fazer face a futuras candidaturas foi outra das preocupações manifestadas por Emanuel Magalhães que, ainda assim, votou favoravelmente o orçamento.
Pela parte do PS, Valéria Silva começou por reforçar os aspetos positivos como as obras referentes à agua e ao saneamento, a reconstrução do estádio municipal, a execução de um pavilhão multiusos, as obras nos Paços do Concelho e requalificação da Secundária.
No entanto, referiu que “as receitas correntes aumentam, mas as receitas de capital diminuem. A despesa com pessoal aumenta de 24 para 27% e são propostos mais quatro postos de trabalho”. Para a Vereadora, “Amares está mais distante em relação aos concelhos vizinhos e não se vê uma mudança radical. Poupa-se no apoio social e no investimento e gasta-se mais em pessoal”.
Já Pedro Costa manifestou-se preocupado com o modelo de gestão, “que não é nosso e vai deixar consequências para o futuro. Está a entrar em desgoverno”. A qualidade de vida “é uma miragem e a gestão de recursos é má”. Dos 23 milhões do Orçamento 17 milhões são de receitas correntes e destes 15 milhões saem do Orçamento de Estado.
As despesas são de 15 milhões e segundo estes números, apresentados por Pedro Costa, “não há margem para realizar investimento com receitas próprias. Os custos com pessoal aumentam 600 mil euros em relação a 2023”. Para Pedro Costa , “este é um modelo de gestão muito pesado” e justificou o voto contra: o modelo de gestão está desajustado, tem uma estrutura pesadíssima, a câmara é o maior empregador do concelho e pouca capacidade para atrair investimento novo”.
