A Associação Patinhas Abandonadas de Vieira (APAV) recebeu, recentemente, várias acusações e ainda uma indemnização de 80 mil euros.
A informação foi divulgada no último dia do ano de 2023, por uma voluntária da Associação, Bruna Calisto.
A APAV foi acusada de ter sobrelotação de animais e de os mesmos estarem em sofrimento. A este respeito, a associação confirma que, efetivamente, tem muitos animais, fruto dos muitos pedidos de ajuda que recebem. Explicam que todos os animais resgatados são levados ou para o canil ou para casa de famílias de acolhimento temporárias. Quanto à acusação de animais em sofrimento, Bruna Calisto nega tal facto, afirmando que todos são bem tratados, alimentados e, sempre que necessitam, são encaminhados para os veterinários.
Uma outra acusação foi a de que os animais passariam fome, tendo em conta o número de apelos feitos pela associação para a compra de ração. A este respeito, Bruna Calisto confirma os apelos por donativos que são feitos, justificando que os subsídios municipais não são suficientes para todas as despesas dos animais. No entanto, nega que os mesmos passem fome, uma vez que a alimentação dos animais é uma prioridade da APAV.
Para além destas acusações, a mesma queixa fala também de uma reportagem emitida pela TVI, há cerca de um ano, sobre tráfico de animais. A voluntária recusa qualquer tipo de tráfico envolvendo a associação, explicando que as adoções estrangeiras que são realizadas são autorizadas pela DGAVE – Direção-Geral da Alimentação e Veterinária.
Quanto à acusação de que a presidente da APAV, Narcisa Rodrigues, ser agora funcionária do município, tal facto é verdadeiro, diz a mesma voluntária, tendo assumido uma vaga de apanhadora de animais, passando sim, muito tempo fora da associação, mas a cumprir as suas funções de recolha de animais.
No que diz respeito à acusação de que a APAV não é um canil legal, a mesma voluntária confirma que, de facto, não é um canil, mas sim uma associação legal, presente na lista da DGAVE.
Quanto ao barulho que alegadamente dizem que se ouve nas casas vizinhas, os membros da associação ressalvaram que vários vizinhos revelaram que o barulho ouvido não é perturbador. Ressalvam ainda que, algumas residências de pessoas que fizeram queixa, estão demasiado longe para se ouvir o eventual barulho dos animais.
Bruna Calisto relembra que a Associação Patinhas Abandonadas terá sido fiscalizada, há uns meses, depois de uma queixa, onde nada de errado terá sido encontrado.
Bruna Calisto, da APAV, mostrou-se indignada com estas acusações que, segundo ela, não têm fundamento, tendo mostrado particular indignação com a indemnização pedida de 80 mil euros a uma associação sem fins lucrativos.
