Curiosidades

UMinho traz filmes e realizadoras para falar da ditadura lusófona

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS), no centro de Braga, recebe a 24 de setembro, 8 e 22 de outubro e 5 de novembro o segundo ciclo de cinema “WomanArt”, com olhares de várias realizadoras sobre a ditadura no Brasil e nos PALOP.

As sessões iniciam às 21h00, sendo comentadas pelas cineastas e por figuras convidadas. A iniciativa tem entrada livre e organização do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM).

No próximo dia 24, a cineasta Luciana Fina traz o seu filme “Terceiro andar” (2016), sobre uma família guineense a viver em Lisboa, e dialoga com Vítor Ribeiro, programador de cinema da Casa das Artes de Famalicão. A 8 de outubro é a vez de Laís Natalino, investigadora do CEHUM, apresentar ex-presidiárias políticas brasileiras em “Que bom te ver viva” (1989), de Lucia Murat.

A 22 de outubro, Danielle Gaspar e Krishna Tavares abordam a sua película “Atrás de portas fechadas” (2014), sobre as convicções politico-ideológicas das mulheres na ditadura brasileira. Por fim, a realizadora Flávia Castro revela a 5 de novembro o premiado “Diário de uma busca” (2011), que investiga as causas da morte do seu pai e jornalista Celso Castro.

Masterclass e oficina de escrita

O programa foca questões de memória, identidade e trauma decorrentes da ação do Estado Novo em Portugal, da ditadura militar no Brasil e do colonialismo português em África.

A primeira edição do ciclo de cinema ocorreu em 2019. A segunda edição iniciou em fevereiro passado, foi suspensa face à pandemia e vai ser agora retomada.

A iniciativa faz parte do projeto científico “WomanArt – Mulheres, Artes e Ditadura”, do Grupo de Investigação em Artes, Género e Estudos Pós-Coloniais do CEHUM, que é coordenado pela professora Ana Gabriela Macedo e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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