De 6 a 9 de abril, o Westway LAB volta a reanimar e renovar a vivência da música, transformando Guimarães na capital dessa arte que tanto nos inspira e ilumina. Tudo acontece com mais de 20 concertos distribuídos por 3 palcos no Centro Cultural Vila Flor e outras 5 localizações emblemáticas na cidade, que fazem o público circular pelo centro urbano à procura de novas revelações.
No centro da ação, entre muitos outros, encontramos nomes como Sensible Soccers, Rui Reininho, Fumo Ninja, Club Makumba, Bateu Matou, Maika Makovski, Taqbir, Noiserv, Valter Lobo, A Cantadeira, Duo Ruut, Bandua, Surma Trio, Fred, European Ghosts, e Bruno Pernadas com o Caleidoscópio Ensemble.
Esta 9ª edição do Westway LAB acentua o poder da Criação através de 6 projetos, aqui valorizado e reforçado pelo conhecimento partilhado nas Conferências PRO e Talks, e refletido nas muitas atuações que integram o Festival em diversos palcos. Este caminho repleto de abertura e liberdade criativa, propõe assim um ecossistema que assenta na simplicidade: viver pela música, numa cidade património da Humanidade e capital europeia da cultura em 2012, um processo de fruição de diferentes culturas e realidades que potenciam o imaginário do ser humano a partir da criação e da circulação de conhecimento.
O Festival arranca às 21h30 de sexta-feira (8 abril) rumo a 22 concertos que nos oferecem a boa agitação, movimentação e vivência que a música proporciona e que se faz sentir em 3 palcos no Centro Cultural Vila Flor (Palco, Patio, Box) e outras 5 localizações na cidade, que farão o público circular pela cidade à procura de novas experiências, com possibilidade de viajar a bordo do (já) icónico comboio com pontos de paragem automáticos nos espaços em que a música desperta os nossos sentidos: Museu de Alberto Sampaio, Oub´Lá, Convívio Associação Cultural, Ramada 1930, São Mamede – Tribuna.
É “Manoel” quem dá o pontapé de saída no Palco do CCVF, sendo este o quarto LP dos Sensible Soccers, que se apresentará no Westway LAB em formato filme-concerto, resultante do trabalho da criação de duas novas bandas sonoras para dois filmes de Manoel de Oliveira: “Douro, Faina Fluvial” (1931) e “O Pintor e a Cidade” (1956).
O mesmo local receberá nesta noite “20.000 Éguas Submarinas” de Rui Reininho, artista que tem tanto de próprio como de não comum, seja entre os vivos, como entre as lembranças dos mortos que nos marcaram. Depois do famigerado “Companhia das Índias” (2008), o consagrado músico português assume aqui um percurso mais experimental com a apresentação do seu mais recente trabalho.
Esta noite de sexta-feira será igualmente vivida no Pátio do CCVF com Fumo Ninja (um grupo de quatro agentes secretos dedicados à exploração da pop por meios não ortodoxos), Club Makumba – projeto criado entre as guitarras de Tó Trips (Dead Combo, Lulu Blind, entre outros) e a bateria e percussões de João Doce (Wraygunn) a que se juntam o saxofone de Gonçalo Prazeres e o contrabaixo e baixo de Gonçalo Leonardo –, e Bateu Matou – trio de bateristas e produtores dedicados ao beat e ao baile, de seu nome Ivo Costa (Batida, Sara Tavares), Riot (Buraka Som Sistema) e Quim Albergaria (Paus) – a assaltarem o Patio. Já a Box do CCVF estará reservada a Maika Makovski (artista maiorquina de sangue macedónio e andaluz, dona de um talento musical peculiar e imprevisível corrido nas vertentes desta cantora, compositora, atriz e artista visual) e Taqbir (banda punk marroquina que promove um anonimato intencional, com entendimento dos riscos de falar contra a nação, o governo, os costumes e a religião).
O sábado (9 abril) reserva-nos a principal torrente de concertos com os City Showcases a presentearem-nos, ao longo de toda a tarde, com nomes como Angélica Salvi, Jorge da Rocha, y.azz x b-mywingz, Siricaia, Misia Furtak, Tiago Sousa, St. James Park, Trees Up North, que irão fluir e deixar marcas entre vários espaços do centro da cidade. Às 21h30, regressamos ao Centro Cultural Vila Flor para a derradeira noite desta edição, que nos leva de volta ao Palco do Grande Auditório para fruirmos dos concertos de Noiserv (David Santos), que assinalou o seu regresso às edições discográficas em 2020 com um trabalho escrito inteiramente em português (“Uma Palavra Começada Por N”) e de Valter Lobo para nos apresentar um conjunto de novos temas (integrados na sua “Primeira parte de um assalto”, a editar brevemente) que retratam a sua visão do mundo, sempre temperada por uma melancolia bem conhecida pelo número crescente de admiradores que sentem o pulsar das suas canções e que fazem dele um dos autores da sua geração.
Nesta última noite, no Pátio do CCVF, testemunharemos a genuinidade d’A Cantadeira (Joana Negrão, artista multifacetada com inspiração nas mulheres de antigamente e nas de hoje e dona de um percurso musical ligado à música de tradição oral portuguesa, desde os Dazkarieh até aos Seiva atualmente), do cativante Duo Ruut (Ann-Lisett Rebane e Katariina Kivi, duas jovens estonianas que tocam em conjunto um único kannel, subvertendo canções tradicionais de forma inovadora para criar música folk distintiva e marcante) e do projeto Bandua, que agarra no cancioneiro popular da região da Beira Baixa de Portugal e dá-lhe uma reinterpretação folk eletrónica.
A Box do Centro Cultural do Vila Flor será o espaço para viver a música ao som do Surma Trio (oportunidade para assistir a Débora Umbelino com a sua voz doce e parafernália de instrumentos a que já nos habituou, acompanhada de Diogo Alexandre, na bateria, e Paulo Bernardino, no clarinete) e de Fred, baterista e produtor com uma relação quase umbilical com a música, espelhada em mais de 20 anos de carreira, e que se aventurou recentemente num novo trabalho: “Madlib”, um tributo a Madlib – aka Otis Jackson Jr. –, grande mestre da produção e um reconhecido decantador do som.
Os concertos do Festival no CCVF têm início marcado para as 21h30, 22h00, 22h30, 23h00, 23h30, 00h00 e 00h30 em ambos os dias, promovendo a possibilidade de circulação entre as várias propostas artísticas, à semelhança do que sucede com os City Showcases que acontecem no sábado entre as 15h00 e as 18h30.
Este ano, como ação concreta da filosofia que suporta o Westway LAB desde a sua fundação em 2014, sempre aliada à inovação e integração, serão apresentados 6 projetos de criação que cruzam artistas desta nossa geografia com outras do continente europeu, os quais dão origem a showcases de entrada gratuita que fazem deste um momento original de total acessibilidade para fruir a 6 e 7 de abril.
As primeiras notas musicais com o carimbo da Criação ouvem-se ao final da tarde (19h30) do dia 6 de abril, às mãos do compositor e multinstrumentista Bruno Pernadas na direção do Caleidoscópio Ensemble, projeto musical (criado de raiz no contexto do Festival Caleidoscópio 2022) formado por oito músicos provenientes de várias localidades da região do Minho, com o principal objetivo de fomentar a criação musical em comunidade, através da exploração de composições originais.
A força da (co)criação volta a manifestar-se a 7 de abril com o projeto European Ghosts, uma exploração criativa de novas obras baseadas em antigas tradições musicais europeias, reinventadas para o século XXI. Com curadoria dos artistas noruegueses Hans Stop e Frode Fjellheim, Neil Leyton dos Lusitanian Ghosts, bem como das artistas convidadas Joana Negrão (Seiva, A Cantadeira) e Misia Furtak, a residência do European Ghosts decorreu em setembro de 2021, no Clouds Hill Studios, em Hamburgo, num terreno altamente criativo para os artistas. O resultado dessas colaborações é apresentado, ao vivo, nesta 9ª edição do Westway LAB, com artistas da Islândia, Noruega, Alemanha, Polónia, Ilhas Faroé, República Checa, Áustria, Itália e Portugal.
A montra de criação do Festival amplia-se também aos showcases das residências artísticas, o grande momento original deste evento, já que revela ao público o resultado de um processo de criação único trabalhado em Guimarães, por uma semana, no Centro de Criação de Candoso, e que promove, nesta edição, o cruzamento de músicos portugueses e estrangeiros – entre os quais Christina Quest e Catharina Boutari, Jorge da Rocha e Yann Cleary, Tiago Sampaio e Elien, Mariana Bragada e Nicolas Farrugia – com as suas distintas influências e inspirações com garante de uma diversidade enriquecedora e promotora de resultados surpreendentes, que serão revelados nas apresentações que ocorrem nas noites de quarta e quinta-feira, 6 e 7 de abril, no Café Concerto do CCVF, com acesso livre.
O ponto de encontro em que o Westway LAB se tornou – entre criadores e público; entre músicos e agentes da indústria; e entre todos estes atores e a própria cidade – expressa-se com as Conferências PRO que têm lugar no Palácio Vila Flor, debruçando-se sobre áreas instrumentais para o sector da música e valorizando o legado com a presença de figuras de proa da cena nacional e internacional (como são exemplos José Cid e Wayne Kramer), cuja experiência e percurso de vida será tema central para os Keynote deste ano – e nas Talks que acontecem ao final das tardes (18h) de 7 e 8 de abril nas veias centrais da cidade vimaranense, sendo estes momentos marcados pelo ambiente descontraído de dois dos espaços mais emblemáticos de Guimarães: Tio Júlio e Cor de Tangerina.
A 9ª edição do Westway volta a contar com um intenso trabalho em rede com entidades como a AMAEI, GDA, WHY Portugal, ESNS Exchange, Antena 3, Keychange, que ajudam a levantar novos horizontes e encontrar soluções criativas num tempo desafiador e incerto.
Mais do que desenhos de padrão e categorização, o Westway LAB antecipou uma configuração de convivência vital ao ser humano construída a partir da pluralidade e da experimentação, assente na convicção de que a criação, a circulação de conhecimento e a experiência sensorial são o caminho presente e futuro da humanidade.”, avança o programador do Festival (Rui Torrinha) a propósito desta edição.
Por tudo isto, Guimarães será paragem obrigatória por estes 4 dias na primavera, por se converter em cidade da música onde também se integram o património e a gastronomia enquanto fatores culturais de maior valia.
O Westway LAB 2022 tem bilhetes diários para 8 ou 9 de abril pelo valor de 15 euros ou 13 euros com desconto, estando também disponível um bilhete para os 2 dias pelo valor de 25 euros. Estes ingressos podem ser adquiridos online em oficina.bol.pt, www.ccvf.pt e www.westwaylab.com (onde é possível acompanhar toda a informação do evento) ou presencialmente nas bilheteiras de equipamentos geridos pel’A Oficina como o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) ou a Loja Oficina (LO), bem como nas lojas Fnac, Worten e El Corte Inglés.
As atuações que decorrem nos dias 6 e 7 de abril (Criação) são todas de acesso gratuito, bem como o acesso aos City Showcases, estando apenas limitados à lotação disponível.
