Mais de 150 expositores participam na XXX edição da Festa das Colheitas de Vila Verde que abriu, hoje, as portas e que até domingo terá um programa para todos os públicos e todos os gostos. A presidente da câmara de Vila Verde, Júlia Fernandes, enalteceu o “o trabalho realizado pelas mãos, na terra, no artesanato, na gastronomia, nas decorações e na música”. O Padre Sandro Vasconcelos procedeu à bênção da iniciativa.
O ponto alto do programa ‘Na Rota das Colheitas’, que segue até novembro, “promove o que Vila Verde tem de melhor, seja os produtos da terra, os animais, os concursos seja os espetáculos com concertinas, cavaquinhos, de Jorge Loureiro ou Quim Barreiros”.

“Vila Verde veste-se de festa, de verde, para proporcionar espetáculos e atividades para todos os que vieram até cá por estes dias”, referiu a autarca. Júlia Fernandes falou dos desafios do futuro como as alterações climáticas, “que já vamos sentindo” e que “só se combatem com parcerias, é esta a palavra-chave, e todos juntos iremos vencer e ultrapassar esses obstáculos”.
Com os Tukanos abrilhantaram, musicalmente, a sessão, coube ao presidente da ATAHCA abrir ‘as hostilidades’ salientando “os produtos agrícolas que valorizam economicamente Vila Verde”, destacando o feijão miúdo diferente do feijão frade. “O feijão miúdo, ainda, é produzido na zona da Ribeira do Neiva e se compararmos com o feijão frade comprado por aí, percebemos a diferença”.
Produtos Locais
Mota Alves deu ainda o exemplo da maça porta da loja que passou, nos últimos anos, de 0,5 hectares para 6 hectares: “espero que daqui a cinco anos no território de Vila Verde, Terras de Bouro, Braga e Amares, haja mais de 30 hectares de produção de maça porta da loja porque assim conseguimos colocá-la em mercados como Porto e Lisboa e podemos pensar na sua internacionalização”.

Para o diretor adjunto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Luis Brandão Coelho, “a falta de cuidadores do território trouxe um acréscimo de risco”, como “perdas de vida e provoca prejuízos de milhões de euros”. No futuro, “a aposta deverá ser a produção em modo biológico, um dos destaques do próximo Quadro Comunitário de Apoio”.
Turismo
O presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, falou “do trabalho invisível de promoção do território que não é feito no país” tendo estado “presentes onde nos deixaram estar por causa da pandemia”.

“O mercado interno passou a descobriu Portugal durante a pandemia e veio para ficar”. Segundo Luís Pedro Martins, “o Porto teve 15% de ocupação, enquanto o Minho, Douro e Trás-os-Montes 100%”. A aposta internacional para estes três mercados está identificada: Estados Unidos, Canadá e Brasil.






