Amares

Alunos de Amares fecham a cadeado Secundária em protesto por falta de obras

Os alunos da Escola Secundária de Amares realizaram, esta manhã, um protesto pela falta de condições do estabelecimento de ensino e constante adiar das obras necessárias. Toda a comunidade educativa, alunos, professores, funcionários e direção do Agrupamento, uniram-se para gritar palavras de ordem que esperam ecoem no Ministério da Educação.

Com vários cartazes em punho, o protesto “pacífico e sem incidentes”, como reconheceu a diretora do Agrupamento de Escolas, Flora Monteiro, foi interrompido com a chegada da GNR que quebrou os cadeados colocados na entrada principal.

“Eu estou ao lado deles nesta luta, mas a escola não pode ser encerrada”, reconheceu a diretora para quem a ação “não foi um ato de rebeldia mas de cidadania. Os profissionais e alunos desta escola são excecionais e merecem ter as melhores condições possíveis”.

O presidente da Associação de Estudantes, Tomás Sousa, foi o porta voz do descontentamento da comunidade escolar: “nós sabemos pouca coisa sobre as obras da escola. O projeto já está pronto, agora o que precisamos é que abra o aviso para as escolas do Norte, tal como já abriu para o Algarve e Centro, para que o nosso projeto seja colocado a concurso”.

“Mais do que procurar respostas para as nossas perguntas, queremos soluções”, acrescentando que “a escola não está em condições, as salas estão num estado miserável, há alunos que estragam a roupa e outros que se aleijam, quando chove o ginásio fica com o chão húmido e n´so podemos ter aulas, no Inverno as salas são muito frias e no Verão muito quentes”.

Para o presidente da Associação de Estudantes, “estava na hora de fazer alguma coisa e colocar alguma pressão sobre as entidades responsáveis para ver se o projeto avança”. Um protesto que movimentou a grande maioria dos alunos para um problema que não é novo: “esta escola foi fundada em 1985 e desde aí não houve nenhuma obra que mudasse a estética ou as condições da escola”.

Depois deste protesto, os alunos vão esperar por uma resposta e na “eventualidade de não obtermos a resposta adequada iremos voltar aos protestos. O prazo seria a abertura do aviso, mas como não há data para a abertura do aviso, o mais rápido possível”. Sem vontade de esperar até ao final do ano letivo, Tomás Sousa lembra que “o aviso era para Novembro, depois para janeiro, estamos a meio de fevereiro e fala-se em finais de abril e espero que seja essa a data”, ainda que as obras só arranquem no próximo ano letivo.

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