Amares

Relatório de Contas da câmara de Amares aprovado com a abstenção do PS

O executivo municipal de Amares reuniu, hoje, extraordinariamente, para discutir o relatório de contas de 2022. Os documentos mostram que os valores de execução da receita atingiram os 90% e os valores de execução da despesa atingiram 84%. A receita global arrecada pelo município é superior a 16,800 milhões de euros , cerca de 550 mil euros superior a 2021 e a despesa global regista 15,758 milhões de euros, menos 580 mil euros do que no ano anterior. Números que não convenceram os vereadores do PS que se abstiveram.

Na apresentação dos números, o presidente da autarquia reconhece que a receita corrente “continua com uma tendência de crescimento, superando as expetativas do orçamento em 9%, o valor mais alto dos últimos 8 anos”. Já a despesa corrente teve “um crescimento na ordem de 1 milhão e 214 mil euros, tendo uma execução de 92%”.

Ao nível da receita de capital “o valor ficou aquém das previsões, com uma taxa de execução de 22,4%, consequência da não arrecadação de fundos comunitários. As despesas de capital situaram-se nos 4 milhões e 400 mil euros, com uma taxa de execução de 69,5%, um decréscimo na ordem de 1,700 milhões de euros.

Segundo o autarca, as funções sociais absorveram 64% do valor total do investimento, mais de 4 milhões, distribuídos por diferentes áreas.

Manuel Moreira resumiu o relatório dizendo que “a receita cobrada é superior à despesa paga em cerca de um milhão de euros, o município apresentou fundos disponíveis todos os meses, o resultado liquido ascende a 2,2 milhões de euros, existe uma poupança corren6e de 28,68%, a maior taxa de poupança corrente dos últimos 8 anos e o município goza de uma margem disponível de endividamento na ordem dos 3,600 milhões de euros”.

Críticas do PS
O Vereador Emanuel Magalhães votou favoravelmente o relatório, mas deixou alguns reparos: “aumentou o custo com o pessoal, houve obras importantes que não foram executadas como o Mosteiro de Bouro e a Feira Semanal e a redução da dívida foi de 57 mil euros”, perguntando: “podemos ir a jogo com a disponibilidade de endividamento de 3,6 milhões para fazer face aos projetos que aí vêm?”

Manuel Moreira respondeu que o aumento com os custos de pessoal se deveu à transferência de competência nas áreas da educação, da saúde e da ação social.

Pedro Costa do PS foi mais crítico: “este relatório tem indícios preocupantes, é um exercício pobre e despesista, sem investimento, sobretudo, nas freguesias e com um aumento das despesas correntes”. Mesmo em relação ao aumento da receita corrente, Pedro Costa referiu isso aconteceu pelo aumento das taxas de IMI e IMT fruto da boa conjuntura na habitação.

Os 22% de receita de capital “é o pior valor do seu mandato que comprava a incapacidade de conseguir fundos comunitários”. As despesas de correntes aumentaram “sobretudo com despesas de pessoal e a prestação de serviços externos, são 4,6 milhões de euros, duas vezes mais do que aquilo que investimos”.

Pedro Costa apresentou outros números das 109 em PPI, das quais 36 com dotação, as outros com dotação de um euro, foram executadas 31% “o que dá 28% das obras inscritas”.

“Os nossos receios são fundados, há um desinvestimento, do qual discordamos, que atrasa o desenvolvimento e futuro de Amares. O seu modelo é despesista e hipoteca o investimento”.

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